sábado, maio 26, 2007

Música


Música

Não ouço mais
as músicas do seus lábios.
O doce sussurrar...
Lentamente em meu ouvido,
onde a respiração
faz-me arrepiar.
Será a distância?
Ou o desejo ardente
De querer ouvi-la?
Uso a imaginação...
Mas sinto a falta
desta melodia,
que altiva minh’alma
no doce e suave
ouvir-te
pronunciar
lentamente
TE AMO!!!
-- Ludiro

sábado, maio 19, 2007

A bala do canhão


A bala do canhão


O tiro do canhão
com sua estrondosa explosão,
fazendo-se de uma bela parábola...
Um tiro certo no coração!

O seu destino
é certeiro, uma destruição,
caindo em lugar fétido
e muitas vezes não!

O canhão cuspiu
tamanha labareda de fogo,
fez no céu um risco febril...
E na terra o pedido de socorro

O canhão urrou em prol da paz!
Eis a desculpa da política...
Quem se perde nos escombros
sem tempo de despedidas!

Tudo arde,
rompe-se, jaz...
Abraçado aos destroços
Pela bala do canhão que só dor trás!
-- Ludiro

quarta-feira, maio 16, 2007

Descrevendo-te


Descrevendo-te


Descrevendo-te, feito Pão de Açúcar
na vista do corcovado,
a orla marítima!
Barra da Tijuca e São Conrado,
na areia da praia,
maré em brisa mansa...
Minha mulher amada
[Nu]m olhar verde carisma...
Descrita em forma su[ave].
A Gávea contemplando o sol,
diminuto findar do seu por.
Reluzes em seus doirados pelos
a mágica entardecedora de amor
--[Cris]tal difusa a luz
e vejo cores que deduz...
Sobre o corpo sedento ao sol
Seduz...

-- Poeta Ludiro

terça-feira, maio 08, 2007

Doce veneno

Doce veneno

Mergulhaste no precipício
das minhas veias,
num beijo que incendeia!
Cala-me os lábios
Arrebata minha calma
Minha inquieta alma
sufocada...envenenada.
Veneno forasteiro!
Traiçoeiro...
Envolto em minha saliva,
consumiu minha língua,
meus lábios e todo instinto
ao degustar da tua boca.
Colocaste-me em harmonia
entre vida e morte
e solto a fantasia
que à granel me jazia,
o veneno do desejo!
O doce arsênico do beijo.
-- Ludiro