quarta-feira, dezembro 19, 2007

[A]mando em flor

[A]mando em flor

Não é a flor da vida,
a da juventude,
nem da idade...
Sou criança
cheio de sede e...
repleto de vontade!
A nebulosidade em minha retina
desfez-se em harmonia,
e girassóis de um rosto
belo feito o dia
surgiu após falso luar.
A espera doida,
o grito de socorro
atravessado na garganta.
Quase morro,
mas a fada que me encanta,
em vermelho escarlate,
vem e espanta!
Ah! Quanta audácia
para com um pó de poesia
levantado pela tristeza
e contemplo a fantasia!
Amor bate em meu rosto,
feito pedra preciosa...
Esmeralda
e flores de tulipa,
minha infância que acolhes
nos teus seios. Oh! Poesia...
Amado entrego-me
feito por do sol ao mar,
e as nuvens pelas montanhas,
num bucolismo sem par!
O perfume ao jasmim,
a beleza entregue ao lírio!
A amar-te em amar,
e seus cabelos em vestes
raios solares,
ultrajes
a perfumar
minh’alma
que anseia tua voz.
Um calor em meu ouvido,
uma chama no coração!
-- Ludiro

domingo, junho 24, 2007

A garrafa do medo / O comprimido do tédio

A garrafa do medo / O comprimido do tédio

Translúcida, opaca, transparente...
Pouco importa, quanto se está "doente"
Conteúdo amarelo OURO, "ourina" a verdadeira urina--
mata - fede - defeca e extermina a vontade de ser...
Quanto uma "puta" de uma mulher menina, crê em saber o que fazer,
lá dentro de um submarino mandando torpedo e ameaçando matar e "fuder"
com quem nada tem a ver sentindo-se a tal no poder, pobre anjo/podre capeta!!!!
Fez o que não pode com suas más intencionada atravidas no controle remoto "celular"...
Em mim, fétidas palavras, vomitadas em licor de chocolate qual comia e bebia em wisquey!
na mistura marrom inerte espalhante ao solo mal visto
em olhos dissecados de um semi-morto das palavras sem vida!
carreguem-me, entre braços e abraços para fora des te mundo, lancem-me feito indijente,
um Mozarth da atualidade enrrolado em trapos à beira rio, isso passava em minha podre cabeça.
O escangalho desta carne destruída em ruínas das calúnias e feridas sofridas
numa noite de angústias e mais três de tormentas...
Noites de cacos, televisores estourados, computadores desmiuçados
à ferro em fera na barra da garra do mostro dominado não desapareciam em minha face triste
perambulante em procura de um fada simples e mágica num mundo irreal!
furem-me as veias, mostrem-me o meu sangue, rasgem-me tecidos e músculos,
este barrento do solo brasileiro do qual muito rastejei,
o pouco que vi sumiu e reapareci entre os "renascidos do inferno"...
Caras esborrachadas, sangue vertente, correntes com ganchos no teto..
Gritos, vai "doerrr", segure, um verme penetra em minha narina, ocupando meu nariz, garganta e esôfago!!
Tento engolir a saliva com fraqueza e sinto-a forte e agressiva dentro da minha traquéia desfalecida!
A flatulência força-me o esfíncter, sem mais força libero-o e entre gases, sinto algo mais...
Um líquido escorre e minhas fracas e mais tristes e envergonhadas ficam!
Um morto-vivo, defecado, fedido com suas impotentes entranhas poéticas expostas sobre ânus, nádegas, cuecas e cochas! Partes íntimas lágrimas escondidas!
Um ser ridículos me senti nesta hora, antes ter recebido a morte que a vergonha de si mesmo cagado sobre a cama de um leito do SUS com características de hospital da Crux Vermelha no Haiti em tempo de MINUSTAH. - Serei eu apenas um ênos? Um passável? Ou alguém a mais par borra-se e contar a uma terapeuta?
Um maldito predestinado, destinado ou destilado!
Sou nada, escrevo e que sinto
fotografo o que toca-me e morro quando matam-me!
Agora, estou morto, sinto-me morto, aguardo a minha ressurreição psicológica!
Minha vida recomeçar do nada! Paguei!? Estou no escuro!...
Que as palavras sejão sim sim e não não...

Poeta Ludiro
*poesia gótica

sábado, maio 26, 2007

Música


Música

Não ouço mais
as músicas do seus lábios.
O doce sussurrar...
Lentamente em meu ouvido,
onde a respiração
faz-me arrepiar.
Será a distância?
Ou o desejo ardente
De querer ouvi-la?
Uso a imaginação...
Mas sinto a falta
desta melodia,
que altiva minh’alma
no doce e suave
ouvir-te
pronunciar
lentamente
TE AMO!!!
-- Ludiro

sábado, maio 19, 2007

A bala do canhão


A bala do canhão


O tiro do canhão
com sua estrondosa explosão,
fazendo-se de uma bela parábola...
Um tiro certo no coração!

O seu destino
é certeiro, uma destruição,
caindo em lugar fétido
e muitas vezes não!

O canhão cuspiu
tamanha labareda de fogo,
fez no céu um risco febril...
E na terra o pedido de socorro

O canhão urrou em prol da paz!
Eis a desculpa da política...
Quem se perde nos escombros
sem tempo de despedidas!

Tudo arde,
rompe-se, jaz...
Abraçado aos destroços
Pela bala do canhão que só dor trás!
-- Ludiro

quarta-feira, maio 16, 2007

Descrevendo-te


Descrevendo-te


Descrevendo-te, feito Pão de Açúcar
na vista do corcovado,
a orla marítima!
Barra da Tijuca e São Conrado,
na areia da praia,
maré em brisa mansa...
Minha mulher amada
[Nu]m olhar verde carisma...
Descrita em forma su[ave].
A Gávea contemplando o sol,
diminuto findar do seu por.
Reluzes em seus doirados pelos
a mágica entardecedora de amor
--[Cris]tal difusa a luz
e vejo cores que deduz...
Sobre o corpo sedento ao sol
Seduz...

-- Poeta Ludiro

terça-feira, maio 08, 2007

Doce veneno

Doce veneno

Mergulhaste no precipício
das minhas veias,
num beijo que incendeia!
Cala-me os lábios
Arrebata minha calma
Minha inquieta alma
sufocada...envenenada.
Veneno forasteiro!
Traiçoeiro...
Envolto em minha saliva,
consumiu minha língua,
meus lábios e todo instinto
ao degustar da tua boca.
Colocaste-me em harmonia
entre vida e morte
e solto a fantasia
que à granel me jazia,
o veneno do desejo!
O doce arsênico do beijo.
-- Ludiro

domingo, abril 29, 2007

Mar de flores

Mar de flores

Tão belas e cativantes,
as flores do campo,
com suas folhas rastejantes,
fazem em mar azul...
O campo verdejante.
Com suas ondas suaves, serenas,
imóveis ondas e pequenas,
os movimentos estavam nas flores,
com a brisa perfumada,
que mostravam a "Hola" da torcida organizada.
O mais encantado é a estrada entre elas,
dando a sensação de se navegar
em um mar de flores.
Um mar de amores!
Ludiro
08/06/2006

quarta-feira, abril 18, 2007

Primavera

Primavera
Oh! Primavera!
De mar celeste e ceu anil,
campos coloridos
onde vive o cupido...

Anjo belo,
forte arqueiro.
Acertou meu coração esgueiro,
sangrando suave amor.

Enquanto o coração sofre,
no pranto de quem morre...
Na velha dor de amar!

Se tu não existisse...Oh! Primavera!
O cupido não teria morada...
E tu não deixarias
minha bela tão apaixonada.
-- Ludiro

segunda-feira, abril 16, 2007

Enya - Caribbean Blue

Perfume de jasmim

Ainda hoje, sinto o perfume
dos belos botões de jasmim...
Uma única planta solitária
no gramado da frente da casa do papai,
o qual a cultivava com muito carinho.
Ah! Aquele perfume suave e doce,
oriundo de quatro ou cinco flores apenas,
que ainda anestesia
minhas manhãs em lembranças
de quando criança,
que sentia um universo
em poucos metros quadrados
de gramíneas verdinhas.
Um infinito cujo horizonte dava-se a um portão.
E lá, envolto ao saboroso odor
Brincava com meu carrinho,
onde entre três tijolos,
dois laterais e um por cima,
estacionava o meu pequeno
Wolks Parati com duas diminutas
pranchas de surf no raque.
Ali fitava as manobras e via-me,
adulto dentro de um possante,
estacionando o meu poderoso carro
na garagem de uma linda casa...
Hoje, quando entro no meu carro,
dou a partida no motor e faço uma retro-imaginação...
Eu criança, com a mãozinha no capô do meu
"possante" 1.0 e manobrando o carrinho
(comigo dentro em tempos reais) pra fora dos tijolos!
Nesta hora, o perfume invade o interior do carro,
minh'alma inebriada e embriagada na recordação
lavo-me em lágrimas por não poder voltar mais!
Ah! Delicioso perfume de jasmim...
-- Ludiro
02/03/2007

quinta-feira, abril 12, 2007

Sem pressa

Sem pressa

Velocidade!
Rapidez...
Pressa repugnante!
Prefiro aos pequenos,
vagos e lentos passos,
onde posso,
em curtos passos,
observar...
O destino
da minha
pequenina
trajetória!
-- Ludiro
20/07/2006

Si por Si

Si por Si

Silencioso
Simplesmente
Sistematicamente
Sincronizou
Sintomas
Similares
Sirenes
Singulares
Simplórios
Sinais
Sinos
Sigilosos
Silentes
Silvar
Simplificar
Simplismo
Sina
Simetria
Simulando
Simular
Síncope
Singradura
Singela
Simbiose
Sinfonia
-- Ludiro
12/11/06

Nem tudo é perfeito


Nem tudo é perfeito

Há flores belas e sem cheiro,
feias e perfumadas,
lindas com espinhos,
multicoloridas,
desbotadas,
anacrônicas,
flores psicotrópicas,
medicamentosas,
comestíveis,
lindas e fétidas,
ornamentais,
funerais e até as--
carnívoras!
Há aquelas que associam-se com os tempos,
com situações e amores...
Umas perfumam e inebriam a alma,
belas que paralisam os olhos,
envolve um romantismo!
Todas em si são incompletas,
mas com plenitude!
Nem tudo é perfeito--
Mas juntas, uma perfeição da natureza!
A perfeição está na intervenção,
intenção e proteção divina!
Ludiro
12/04/207

sexta-feira, março 23, 2007

Ballet de princesa

Ballet de princesa!!


Ah! princesa...
Manda seu belo ballet
e na certeza de um clássico--
Voas, feita uma bela borboleta...

Admirado--
Pelas cores
e ao bailado,
soas versos em suas vestes!

Ah! manda...
Com performance
e delicadeza,
teus passos com destreza

Encanta Bolshoi,
público e a ti mesma (a própria natureza)!
versejando e versificando,
escrevo encantado aos passos
da estrela do palco!!
-- Ludiro

Foto montegem by Ludiro
Bailarina: Amanda Caroline
Rio de Janeiro-RJ

quinta-feira, março 22, 2007

De Poeta para Poetas/escritores

Por Ademir Antonio Bacca
Bento Gonçalves-RS

caros amigos,

na condição de organizador do congresso brasileiro de poesia e também por ter sido editor do garatuja, recebo muitas cartas, desde bibliotecas em formação pedindo doação de livros, como de escolas me convidando para participar de atividades.
homem calejado já, seja pela idade ou pelos anos de jornalismo que acabam embrutecendo, recebi hoje uma carta que me emocionou e quero dividi-la com vocês:

jaboti, 15 de março de 2007

prezado escritor ademir,

meu nome é Edilaine Da Rosa Silva, tenho 11 anos e estudo no Colégio Julia Wanderley.
Adoro ler, porém na minha escola há poucos livros. Estou participando do projeto "Descubra um Escritor", da professora Marly.
Adoraria receber um livro seu, pois até agora, todos os escritores para quem escrevi, nenhum me mandou livros.
Quero te divulgar aqui na escola, mas para isso preciso de revistas, fotos, jornais, livros, etc.
Vou ficar aqui ansiosa para receber sua resposta.
Beijos, Edilaine

Numa época em que tanto se batalha pela formação de novos leitores, espero que vocês se sensibilizem e mandem seus livros para esta leitora em potencial
o endereço dela:

EDILAINE DA ROSA SILVA
Rua José Cândido Filho, 186
JABOTI - PR - CEP: 84930-000

Um grande abraço a todos

PS: Recebi este e-mail do amigo poeta/escritor Ademir Bacca, assim como outros amigos poetas também receberam, tomei a liberdade de publicar aqui no blog Luz Poética, pois tal e-mail muito mocionou-me e deu uma força maior de lutar pela literatura!!
Com esta situação, lenbrei de um artigo que escrevi ainda este ano e da contra-capa da Antologia "Poemas Dispersos" que escrevi no ano passado!
Que poder fazer algo, está ai uma dica para ajudar a aumentar o índice de leitores no Brasil que é de 1,2 livros lidos por Habitante/ano. Pesquisa feita com apoio da UNESCO!

- Artigo sobre a Literatura

- Contra-capa da Antologia Poemas Dispersos

sábado, março 17, 2007

Slides do XIV Congresso Brasileiro de Poesia - 2006 - Bento Gonçalves-RS


Arte e Imagens by Christina Magalhães Herrman.

Carregadores

Eis o resultado do concurso "Carregadores", foram belos trabalhos enviados por e-mail, foi difícil escolher dentre eles o melhor, precisei de uma ajuda técnica para termos uma solução, convidei uma equipe formada por seis julgadores, dentre eles um jornalista, dois mestres em português, um artista plástico, um escritor e finalmente eu! Por isso não consegui o resultado no prazo previsto! Grato aos amigos colaboradores da comitiva de avaliação, quais fizeram por amor e dedicação e sem interesses lucrativos, agradeço aos 57 amigos participantes com os seus belos trabalhos e a confiança depositada a este evento!!
Foi levado em caráter de avaliação a criatividade, a ligação perfeita com o tema e a foto, a escrita e principalmente a sensibilidade. Cada trabalho levou uma pontuação de cada membro da equipe avaliadora, a qual pontuou de 0,0 a 10, após feito isso houve a some e a média. Não houve caso de empate!
Apreciem os trabalhos vencedores de BiláBernardes e Cristiane de Ângelo!!

Carregadores

Quando era criança
me indignava
com fotos e fatos
de pessoas humildes
transportando liteiras
carregando a elite
pelos caminhos

Meu coração pequenino
questionava:
Como poderia existir,
trabalho tão vil?
pessoas obrigadas
transformadas em instrumento
sem vontade
desejos esquecidos
esquecerem que eram gente?

Volto hoje a ver as cenas
que a História me assombrara
Não são pessoas que carregam agora
É a dor do desemprego
É o peso da exclusão
É a opressão das cidades
É a limpeza do mundo
em suas mãos calejadas
em seus corpos cansados
esculpidos ainda meninos
carregando cargas
maiores que o peso esperado

Hoje não mais
escravos de senhores
ainda carregam a elite
são escravos de um sistema
que arrebata dignidade
e distribui
cada vez mais dores.
Será que percebem
que não é opção?
-- BiláBernardes


CARREGADORES.

Somos todos carregadores. Destinados a carregar conosco o DNA de nossas famílias e com sorte o nome também. Por outro lado a vida nos impões a captura de um emaranhado de experiências que acabam por construir o que somos, carregamos então o peso dos sonhos e das mazelas de nossas vivências.
A sociedade nos leva e nos impõe a medidas, preconceitos, estatísticas, leis degradantes, indução ao consumo... E para que não nos tornemos marginalizados por ela, acumulamos mais pesos, sem percebermos que estamos empurrando, arrastando, trocando de lugar a espera de um descanso, um alívio, uma saída... Nossos dias de violência são "peso pesado", somos violentados e nos violentamos.
Enfraquecemos as leis e queremos que elas nos protejam. Não respeitamos os limites da natureza e não queremos o ar poluído, o calor excessivo, as tsunamis, o efeito estufa... Esses são os pesos da ignorância e os carregamos sem nos darmos conta de nada. Há um paradoxo!
As guerras, a fome, as desigualdades sociais e o próximo não são pesos e constantemente insistimos em vê-los como tal, não nos importamos, não chamamos pra nós as responsabilidades, afinal está acontecendo com o vizinho ao lado e não conosco!
Talvez esteja aqui a solução, se cada um de nós nos desembaraçássemos de tudo que nos assedia e que nos leva a carregarmos coisas desnecessárias, seria possível um novo olhar.
Contribuiríamos para a melhoria mundial sem pensarmos que é obrigação ou culpa deste ou daquele! Assim não carregaríamos pesos, levaríamos fardos leves.
Seriamos carregadores apenas de amor e paz, pois é o que o mundo precisa... Chegaríamos mais rapidamente ao lugar do sonho. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Jesus Cristo.
*Referencias: CRISTO, Jesus. Evangelho de Mateus. Bíblia Sagrada, cap.11, vers. 28,29 e 30.
-- Critiane de Ângelo

domingo, março 11, 2007

Artigo sobre literatura na Literatura Clandestina

AS POESIAS INTERAGEM-SE...
Por Ludiro
Clique na imagem para ler na íntegra!

Bailarina das poesias

Bailarina das poesias


Suas sapatilhas,
com os dedinhos
Bem apertadinhos
Girando, girando...
Dedilhando--
Com as pontas dos pés
o tablado iluminado.
Com os braços sobre a cabeça.
Narizinho empinado,
o coque pra baixo e...
Feito ballet de boneca
sobre as nuvens,
rodopia e salta
suavemente
numa valsa...
Num Mozart!
Descrevendo no chão--
Os versos da sua alma!
-- Ludiro
10/03/2007

Imagem original tirada do site:

terça-feira, março 06, 2007

Entrevista da Literatura Clandestina ao poeta Ludiro.

O POETA L-U-D-I-R-O BUSCA UM VERBO IMORREDOURO PARA DEVOLVER AO MUNDO DOS VIVOS OS OSSOS DO PASSADO, DOTANDO-OS DE CARNE E VOZ
Por Elenilson Nascimento


Clique no Logotipo da Literatura Clandestina para ler na íntegra!

quinta-feira, março 01, 2007

Meretriz

Meretriz

Oh! Meretriz,
com essas suas mãos infelizes...
Não acariciaste porque quiseste!
Nem mesmo para ser feliz--
Neste mundo noturno
Onde vive o vagabundo,
tu, presente estás!
Meretriz,
donzela de mármore...
És bela por necessidade,
muitos corações, por ti, apaixonaram-se
nesta vida infeliz!
-- Ludiro
29/06/2006

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Aniversário de um ano da Luz Poética


Alucinação

Alucinação

O timbre apertado
suspiro sufocado
Som destorcido
ao vento esquecido
A memória é branca
e a saudade é franca
Digo sim, sim...
pra dentro de mim
Para senti-la
e poder defini-la
Aconchegada
de carinhos mimada
Ao peito cálido
e o sorriso pálido?
Ou estática...
de maneira enfática?
Um peito sem pulso
sentimento avulso
Quero sem perfeição
digo de ante mão
Com ou sem arranhões
gritos em plenos pulmões
Vidas ou vulcões?
Fetos ou embriões?
Não, não sei!
apenas pensei
Será tua vida?
Ou a minha sofrida?
Ou apenas lembranças pequenas
Uma megera em fantasia
ou singela em melancolia
Pronta a enlouquecer-me!
Ávida a querer-me!
Sou trastefica ou se afaste
Mas trate-me
ou mate-me
Sem calcanhar
de Aquiles a espetar
Porém com a pompa
e nunca interrompa
a suavidade de suas pegadas
em minhas memórias já desgastadas
-- By Ludiro & Maha

domingo, fevereiro 25, 2007

Poeta-anjo // Bailarina

Poeta // Bailarina

Poeta-anjo, // bailarina do piano!
Papai do céu o enviou! // Para ouvir tuas melodias,
Minha vida encantou. // Abro meu coração...

Poetrix: Amanda Caroline (10 anos)
Duplix: Ludiro
Gente!! Lindo né!? Essa menina é uma artista nata!
Bjos no seu coraçãozinho Princesa Amanda!!

Esse é o fotolog dela, entrem e deixe o seu comentário!!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Futuro próximo

Futuro próximo

Sentada à sombra
Do coração,
Mergulho as mãos
Sobre as águas do Rio Negro,
Lavo meu rosto
Nas curvas do teu corpo
Num grito sufocado...
Grita a alma o medo do futuro!
Ah! Princesa negra das águas!
Solimões vertiginosa
Perigo assombrando as águas!
E morto está o Rio Tietê
Poluído sob céu de puro gris
O Brasil ido, caído--
E o mundo não me cai exato,
Nem a palavra o encaixe,
E indiferentes às horas consomem...
Cimentados corações que transbordam
A margem dos rios
E estamos condenados a ver
Na linguagem que revê
A beleza antes presente
Ausente, sem som...
Nem a figura se assemelha
Painel que nada recorda
A carruagem ao longe
Alguns bocados de silêncio
O homem a velha sina,
Violando pássaro, água e ar
E no ante desejo afogam-se palavras
O céu se contrai
Na escassa água
Movimentos parciais
Invejado mundo de outrora
E sigo sem contornar
As paredes do céu a minha volta
E o ponto de partida revi
Orgasmos de íris
Paralelos azuis
Na boca que consome
Suor a teu lado.

-- Ludiro e Magaly

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Sentença de vida

Sentença de vida


Há poesia onde quer eu vá.
Em minhas feridas
doloridas e sangrentas,
no que é natural,
no sobrenatural,
no meio de gente
ou estando só
verte a minha seiva poética.
Onde quer que eu vá
existe poesia!
Retalho a palavra
mostro a cicatriz
Poesia é atriz
veste a fantasia,
representa,
mostra brilho
e no disfarce
do que observa, diz.
Poema não é só de ar
é de sentimento, raiz,
de sensibilidade,
de olhar singular
que ele é construído.
Absorvo na alma
as cores da natureza,
o sentido das ações,
a profundeza
do que se sente.
Absorvo na alma
o que sinto, ouço, vejo.
Absorvo poesia
no que existe
e no que insisto
em imaginar, criar.
Sou poeta.
Por meus olhos,
imersos no interno,
brota o néctar dos versos
e o meu sorriso,
dentre seus bons
e perversos brilhos,
reflete-se em palavras
nos meus manuscritos!
Ah!... Caminho doce das letras,
em meu livro,
que pisam em pergaminhos!
Que um espinho
com sangue na ponta
seja minha pena hedionda
qual usarei para escrever
minha sentença
em letras escarlates
sobre meu papiro:
— Escreverei até morrer!
Faz parte do meu ser!

-- Ludiro & Bilá Bernardes

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Vermelho da vida

Imagem: blog Escrevendo no Tempo

Vermelho da vida


O vermelho se desfaz
escondendo em um pano
que, firme, mente outra cor
dissolvendo-se dentre o branco,
a sorte de poder fingir ser
a mesma gama de dor
deste vermelho de pranto
parte de mim, se vai
parte de você se esvai
em sangues secos
na mistura quente,
outra pessoa sente a nossa força
mas, não vive a mesma raça
na velocidade que
lentamente o rosa contornou!
Em curvas loucas de aromas
Brotos de esperanças
Pétalas incolores,
ficou.
Rosa formou
o jardim das delícias provocadas
retraídas e apavoradas
por cores de malícias
vermelho de sangue, guerra
armadas como armadilhas
de frutos brotam sem razão
pensando ainda, botão
mas também de amor!
Segmento por sementes, se afloram
Puramente, no chão
Flor--
A brancura da paz, purificação...
Benção de cruz e luta
Deitados no solo,
Da nossa solidão
pura luz--
que em outras cores
decorou um mundo todo
conduz!
Estendeu-se o rosa
Mais uma vez
Contamos com o outro
Momento lúcido, separados
Somos
na mistura doida,
outra flora devassada
de outra vida
passada
rosa perfumada,
queremos a hora do cheiro
de todas as partes
do sistema
calma...
rosa da paz e do amor!
Que tem o breve recado
Obrigatório
De trocar estes lugares
Com as palavras certas
Pétalas com a nossa alma
E nosso sangue
Nas--
Pétalas com nosso sangue
e nossa alma!
-- Ludiro & Angela Regina

Irracial

Irracial

Meu sangue não tem cor!
Incolor,
Sem raça,
na igualdade,
mesmo que amor...
Sangue pulsante,
Livre,
Afro[disíaco],
Maníaco,
Sensível--
Liberto!!
Ludiro
08/07/2006

Lágrimas

Lágrimas

Minhas lágrimas escorrem,
salobras em meu rosto,
chegando em minha boca--
Lembrando teu gosto!
Lágrimas suaves,
Tristes e cálidas,
Por lástimas e...
Por conquistas.
Ainda estou vivo!
Ludiro
13/10/2006

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Volúpia

Volúpia

Chego num calor febril
feito fera no cio.
As garras preparadas,
envolto no perfume do amor!
Na boca o fluxo de néctar,
eloqüente sedução ao ouvido...
Palavras enlouquecedoras,
Mãos trêmulas e enlouquecidas,
pêlos erigidos...
As bocas selam-se uma na outra
como o encontro de dois rios de águas doces!
Gemidos, suor, saliva, corpos cálidos...
Um deleite açucarado!
A pele quente e arrepiada, olhos brilhantes de prazer--
Pernas e braços entrelaçados num emaranhado,
rostos acariciados e cabelos puxados.
Respiração ofegante, aspirações realizadas.
Pulso acelerado, dois em um...
Jorra a seiva em uma única silhueta
de dois seres amantes!
carnes tremulas, almas elevadas...
Amor e desejo eternizado!
Abraços, aconchego e ternura.
No descanso da volúpia...
É assim o nosso amor!!
-- Cristiane de Ângelo & Ludiro

domingo, fevereiro 04, 2007

Favo de mel

Favo de mel

Meus lábios ardentes
Sedentos
Devoram
Deliciosa(mente)
toda esta doçura--
o sabor da tua
Saliva quente.
Bebida dos deuses
Essência de Afrodite
Pura embriaguez.
Doce carne nua
Trago-te o céu
em minhas asas
Cubro-te com meu véu
Levo-te à lua
que se transfigura
Ao esplendor do amor
Totalmente teu.
Inteiramente minha
Trago-te por inteira
No coração,
na carne
nas minhas veias!
Aspiro-te os poros
sugo tua última gota--
Favo de mel
Perco-me em teu prazer
Sorvo o néctar do delírio
e entrego-me a este deleite
num gozo adocicado.
-- Ludiro / Benvinda Palma

sábado, fevereiro 03, 2007

Alegria ou Loucura

Alegria ou Loucura

Ora! Eu queria ouvir as estrelas...
Saber o que elas querem dizer,
Devem ter tantas coisas para falar...
Pois não param de piscar,
pular e cantarolar!
Se meus ouvidos fossem finos,
sensíveis o bastante,
confidências indecentes--
com elas compartilharia,
uma alegria!
Amizade confidente...
Uma linda e bela
estrela cadente--
fugiria conseqüente!
Eu, aqui na terra,
Impotente!
Seria preso, internado,
tachado de maluco,
doido, pirado,
por ficar parado,
no meio da rua,
falando o que não deve,
sem ter ninguém ao lado!
Ludiro
08/06/06

domingo, janeiro 28, 2007

Loucura

Loucura
.
Eu sou uma metáfora!
Sou água e sou terra.
Sou vida liberta!
Sou o que sou...
E o que quero ser
Porque eu posso.
Minha fantasia sou eu,
e visto-a e vivo a vida
como se normal fosse,
mas de louco entendo bem
e habitualmente coloco
a fantasia dos homens normais.
Aquela que a vida levou-me a trajar,
esta veste do povo em massa
e está dito entre nós.
Homem de espírito aventureiro
caminhamos, eu, a vida
e o hábito que carrego junto à multidão
fazendo do riso o remédio,
loquacidade plantada no recôntido da alma,
necessito da loucura para estar sóbrio
e contemplo no semelhante, o homem,
um animal em transição
e não posso disfarçar a compaixão
da pretensão do carrasco,
quando num timbre de voz
Ecoa um gesto mudo.
Ludiro e Magaly

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Sal

Sal

Largo agora
os meus braços cansados!
Fecho meus olhos úmidos,
Lacrimejados...
De nada valem as palavras,
inverteu-se o verso.
O suco da minha dor!
Largo em cima do papel
o meu coração estampado...
sangrado em fios
de arame farpado,
quebrado o cristal
o lilás se fechou
na saudade esquecida.
Deixe-me quietinho
voltarei a sorrir.
Somente agora
neste efêmero momento.
Triste...meus versos
estão todos molhados
com perfume de jasmim
que meus olhos derramaram.
-- Ludiro e Cláudia Gonçalves

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Pretexto amoroso

Pretexto amoroso

Navegue em meus textos,
sinta o adocicante versejo!
Meu corpo é o pretexto,
seu toque, meu desejo!

Molesta minha carne e...
deguste da minha boca.
abrace-me forte e...
solte-se feito louca!

Meus anseios não são piores,
nem tão pouco menores!
Nus em melodia...
uma dança, uma euforia

O amor sobre a cabeça,
a fantasia se faz alegria!
jogada no papel...
a cama dos meus versos!!
Ludiro
19/01/2007

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Calafrios

Calafrios

A alma sustenta
o que o corpo não agüenta
Corre nas veias
O calafrio
O sangue contaminado que jorra
das injúrias em tormentas
Arrastando o corpo pelas ruas
Vendo a lama
A podridão
A sujeira
Escancaradas e nuas.
Para que as vestes?
Quando os olhos perceptivos
contemplam a falsa verdade
Retiro minhas vestes
Pêlos e peles
Para mostrar
Que a realidade é igual à de todos
Um monte de carne fétida!
Ludiro / Benvinda Palma
17/01/2007

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Absinto

Absinto

Bebo do teu nectar,
entrego-me em teus lábios!
Morro neste (Ab)sinto
que degusto em tua boca
e entrego minha alma,
te envolvo na melodia
dos meus braços.
Entrega-me e
Alivia minha dor
no deleite deste amor
e derruba-me
no gole mortal
deste (ab)sinto.
Que mal sinto
em meu corpo ardente
o labirinto de teu corpo.
Estou vivo e...
estou morto!
Mas sinto o teu (ab)sinto
em minha gartanta,
Queima a carne
levemente em teu olhar
profundo e profano.
Deixo absorver
a dor saborosa
deste alívio
partir--
pra dentro de ti
e te Sinto
num gole de (ab)sinto
de tua saliva--
que nos integra num único ser!
Ludiro
10/01/2007

PS: Foto estraida do site http://www.absinthe.com.br

terça-feira, janeiro 09, 2007

Um trago

Um trago

Um trago

Trago-te em meus braços,
dou um trago doce
nos teus lábios carnais,
te levanto em suspiros,
estrago o abrigo
que cobre seu ser
e...
toco teu umbigo.
Um arrepio,
vários gemidos,
te deixo (nua) vazia
e trago--
o mais doce trago--
num gosto de mel.
Nos teus lábios
encontro o meu céu,
e te trago junto a mim!
Ludiro
09/01/2007

Antenas

Antenas

Há tantas antenas
Neste mundo antenado
Transmitem audio
imagens, vídeos
e muitos dados.
São milhares de bits
Em frações de segundos!
meu amor--
Fica em mim!
Ludiro
10/12/2006