quarta-feira, agosto 16, 2006

Antologia Poemas Dispersos - Volume 2

Capa

Poemas Diversos

Organizado por Elenilson Nascimento.
Prefácio por Antonio Naud Júnior.

Texto de Contra-capa por Ludiro:

Entre muros e paredes, sombras e grades, escondem-se as prostitutas palavras, como fantasmas, lendas poéticas, meras almas penadas, entregues por migalhas aos olhos adúlteros e leigos do leitor, à busca perdida, num grotesco mundo onde as imagens se corrompem aos governos abalados e medíocres, e em estabelecimentos de ensino sem incentivo. Por saberem que já tiveram vidas alegres, ocupadas com tantos objetivos certos, sofrem e lutam atrás do que lhes pertencera: os séculos, suas vidas milenares, decididas nas histórias como vencedoras e agora como “vencidas”. E estas malucas palavras, saem em busca de amantes fiéis e indispensáveis que as tratem decente e docemente como eram por seus súditos em realezas, altivadas como rainhas literárias.

O poder destas não findou, mas, preparadas e mais fortes em magias poderosas, esperam o momento certo de entrar em ação e sair do triste vale sombrio de concretos e grades, onde os animais têm formas humanas que buscam a destruição do reino literário: alienados vampiros que sugam a seiva culta e rica de energias filosóficas e culturais, deixando o mundo "caótico” e desprovido da ciência.

Seus momentos estão marcados para serem disseminados nos quatro cantos do planeta, devolvendo o devido lugar das merecidas princesas que aguardam suas coroações como rainhas da imaginação.

Reunidas em “Poemas Dispersos”, fazem suas últimas estratégias de ataque aos corações esquecidos e adormecidos, com unhas e dentes, para a conquista de suas regiões, entrando em marcha contra o seu esquecimento, apodrecimento, ante a mais poderosa batalha poética, ante o discernimento intra-ocular das cabeças crentes na sabedoria, conquistando, ocupando e mantendo o território vago e oculto de massas pensantes, destruindo a ignorância e acendendo um sol poderoso -- a luz poética -- uma arma infalível na ação, a arma intelectual que transporta o cavaleiro leitor aos horizontes, nos quatro cantos do mundo, na dimensão do universo infinito, no qual o raciocínio imaginário pode cavalgar.

Após esta conquista merecida há décadas, o mundo da literatura voltará a ser cultivado, produtivo e rico em imaginações encantadas, com uma colheita de novos frutos alados por desbravados leitores, galopados por seus belos cavalos de porte chamados livro. Os garimpos darão jóias preciosas com um nome em comum chamado poesia!

Por ^^Ludiro^^

7 comentários:

Benvinda Palma disse...

Luciano, amigo!

Fiquei sem ar! Parabéns pelo espaço que - justamente - a Literatura Clandestina te concedeu para abrir o teu coração, a tua alma, o teu ser poético! Você merece, pássaro das palavras que voam ao vento e batem em meu pensamento com carícia e deleite!

Sinceramente

Sua amiga
Benvinda Palma

Se possível gostaria de adquirir um exemplar desta Antologia!

Aguardo as coordenadas.

Cecilia Rocha disse...

Muito realistico este seu texto poético. Meus sinceros Parabéns Ludiro!!
Sinceras saudaçoes ...

Elenilson - Seu fã disse...

Meu querido amigo, ficou muito boa a capa aqui. Cara, acredito muito no seu talento e não foi qualquer um q entrou no livro não. Entre lá na comunidade do livro e participe da entrevista com o Antonio e convide o povo para ler o seu texto aqui. Anda logo!!!!!

Olivia Paz disse...

Ludiro, a responsabilidade de um texto de contra capa foi desempenhado por você com muita propriedade.Parabéns!

MariaAngélicaBilá disse...

Ludiro, grande amigo e poeta!
Seu texto é filosófico e, por isso, me exigiu leitura cuidadosa e refletida.
Você brilhou nas metáforas que utiliza e na forma poética de sua prosa. "Palavras prostitutas" que se entregam a todos que as querem, "malucas palavras" que "saem em busca de amantes fiéis (...) que as tratem decente e docemente". Aqui deixam a prostituição para construírem algo permanente e me parece que esse algo novo e permanente é a presença no livro e no registro das poesias.
E você fecha com chave de ouro na metáfora que compara a poesia a jóias preciosas.

Parabéns!

É um orgulho saber que você gosta de meus poemas e me chama, também, poetisa.
MariaAngélicaBilá

Varley Farias disse...

Maravilhosamente belo a sua "LUZ POÉTICA".
Que a poesia retome o seu lugar na alma humana, como dádiva de um Deus harmônico que presenteia o homem, dando-lhe o direito de sonhar e amar sob as caricias da palavra e que a luz poética ilumine ainda mais os sombrios seres que garimpam na escuridão das suas almas o ouro dos tolos, sem perceberem o verdadeiro brilho que emana da palavra.
Parabéns Ludiro!

Cristiane de Ângelo disse...

Teu talendo excede qualquer expectativa!
Tua sabedoria é bela e brilhante. As tuas palavras enaltecem, geram vida e mexem com emoções!

Parabéns mestre!

Admiravelmente
Cristiane de Ângelo