Por Ademir Antonio Bacca
Bento Gonçalves-RS
caros amigos,
na condição de organizador do congresso brasileiro de poesia e também por ter sido editor do garatuja, recebo muitas cartas, desde bibliotecas em formação pedindo doação de livros, como de escolas me convidando para participar de atividades.
homem calejado já, seja pela idade ou pelos anos de jornalismo que acabam embrutecendo, recebi hoje uma carta que me emocionou e quero dividi-la com vocês:
jaboti, 15 de março de 2007
prezado escritor ademir,
meu nome é Edilaine Da Rosa Silva, tenho 11 anos e estudo no Colégio Julia Wanderley.
Adoro ler, porém na minha escola há poucos livros. Estou participando do projeto "Descubra um Escritor", da professora Marly.
Adoraria receber um livro seu, pois até agora, todos os escritores para quem escrevi, nenhum me mandou livros.
Quero te divulgar aqui na escola, mas para isso preciso de revistas, fotos, jornais, livros, etc.
Vou ficar aqui ansiosa para receber sua resposta.
Beijos, Edilaine
Numa época em que tanto se batalha pela formação de novos leitores, espero que vocês se sensibilizem e mandem seus livros para esta leitora em potencial
o endereço dela:
EDILAINE DA ROSA SILVA
Rua José Cândido Filho, 186
JABOTI - PR - CEP: 84930-000
Um grande abraço a todos
PS: Recebi este e-mail do amigo poeta/escritor Ademir Bacca, assim como outros amigos poetas também receberam, tomei a liberdade de publicar aqui no blog Luz Poética, pois tal e-mail muito mocionou-me e deu uma força maior de lutar pela literatura!!
Com esta situação, lenbrei de um artigo que escrevi ainda este ano e da contra-capa da Antologia "Poemas Dispersos" que escrevi no ano passado!
Que poder fazer algo, está ai uma dica para ajudar a aumentar o índice de leitores no Brasil que é de 1,2 livros lidos por Habitante/ano. Pesquisa feita com apoio da UNESCO!
- Artigo sobre a Literatura
- Contra-capa da Antologia Poemas Dispersos
quinta-feira, março 22, 2007
sábado, março 17, 2007
Slides do XIV Congresso Brasileiro de Poesia - 2006 - Bento Gonçalves-RS
Arte e Imagens by Christina Magalhães Herrman.
Carregadores
Eis o resultado do concurso "Carregadores", foram belos trabalhos enviados por e-mail, foi difícil escolher dentre eles o melhor, precisei de uma ajuda técnica para termos uma solução, convidei uma equipe formada por seis julgadores, dentre eles um jornalista, dois mestres em português, um artista plástico, um escritor e finalmente eu! Por isso não consegui o resultado no prazo previsto! Grato aos amigos colaboradores da comitiva de avaliação, quais fizeram por amor e dedicação e sem interesses lucrativos, agradeço aos 57 amigos participantes com os seus belos trabalhos e a confiança depositada a este evento!!Foi levado em caráter de avaliação a criatividade, a ligação perfeita com o tema e a foto, a escrita e principalmente a sensibilidade. Cada trabalho levou uma pontuação de cada membro da equipe avaliadora, a qual pontuou de 0,0 a 10, após feito isso houve a some e a média. Não houve caso de empate!
Apreciem os trabalhos vencedores de BiláBernardes e Cristiane de Ângelo!!
Carregadores
Quando era criança
me indignava
com fotos e fatos
de pessoas humildes
transportando liteiras
carregando a elite
pelos caminhos
Meu coração pequenino
questionava:
Como poderia existir,
trabalho tão vil?
pessoas obrigadas
transformadas em instrumento
sem vontade
desejos esquecidos
esquecerem que eram gente?
Volto hoje a ver as cenas
que a História me assombrara
Não são pessoas que carregam agora
É a dor do desemprego
É o peso da exclusão
É a opressão das cidades
É a limpeza do mundo
em suas mãos calejadas
em seus corpos cansados
esculpidos ainda meninos
carregando cargas
maiores que o peso esperado
Hoje não mais
escravos de senhores
ainda carregam a elite
são escravos de um sistema
que arrebata dignidade
e distribui
cada vez mais dores.
Será que percebem
que não é opção?
-- BiláBernardes
CARREGADORES.
Somos todos carregadores. Destinados a carregar conosco o DNA de nossas famílias e com sorte o nome também. Por outro lado a vida nos impões a captura de um emaranhado de experiências que acabam por construir o que somos, carregamos então o peso dos sonhos e das mazelas de nossas vivências.
A sociedade nos leva e nos impõe a medidas, preconceitos, estatísticas, leis degradantes, indução ao consumo... E para que não nos tornemos marginalizados por ela, acumulamos mais pesos, sem percebermos que estamos empurrando, arrastando, trocando de lugar a espera de um descanso, um alívio, uma saída... Nossos dias de violência são "peso pesado", somos violentados e nos violentamos.
Enfraquecemos as leis e queremos que elas nos protejam. Não respeitamos os limites da natureza e não queremos o ar poluído, o calor excessivo, as tsunamis, o efeito estufa... Esses são os pesos da ignorância e os carregamos sem nos darmos conta de nada. Há um paradoxo!
As guerras, a fome, as desigualdades sociais e o próximo não são pesos e constantemente insistimos em vê-los como tal, não nos importamos, não chamamos pra nós as responsabilidades, afinal está acontecendo com o vizinho ao lado e não conosco!
Talvez esteja aqui a solução, se cada um de nós nos desembaraçássemos de tudo que nos assedia e que nos leva a carregarmos coisas desnecessárias, seria possível um novo olhar.
Contribuiríamos para a melhoria mundial sem pensarmos que é obrigação ou culpa deste ou daquele! Assim não carregaríamos pesos, levaríamos fardos leves.
Seriamos carregadores apenas de amor e paz, pois é o que o mundo precisa... Chegaríamos mais rapidamente ao lugar do sonho. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Jesus Cristo.
*Referencias: CRISTO, Jesus. Evangelho de Mateus. Bíblia Sagrada, cap.11, vers. 28,29 e 30.
-- Critiane de Ângelo
domingo, março 11, 2007
Bailarina das poesias
Bailarina das poesiasSuas sapatilhas,
com os dedinhos
Bem apertadinhos
Girando, girando...
Dedilhando--
Com as pontas dos pés
o tablado iluminado.
Com os braços sobre a cabeça.
Narizinho empinado,
o coque pra baixo e...
Feito ballet de boneca
sobre as nuvens,
rodopia e salta
suavemente
numa valsa...
Num Mozart!
Descrevendo no chão--
Os versos da sua alma!
-- Ludiro
10/03/2007
Imagem original tirada do site:
terça-feira, março 06, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
Meretriz
Oh! Meretriz,
com essas suas mãos infelizes...
Não acariciaste porque quiseste!
Nem mesmo para ser feliz--
Neste mundo noturno
Onde vive o vagabundo,
tu, presente estás!
Meretriz,
donzela de mármore...
És bela por necessidade,
muitos corações, por ti, apaixonaram-se
nesta vida infeliz!
-- Ludiro
29/06/2006
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Alucinação
O timbre apertado
suspiro sufocado
Som destorcido
ao vento esquecido
A memória é branca
e a saudade é franca
Digo sim, sim...
pra dentro de mim
Para senti-la
e poder defini-la
Aconchegada
de carinhos mimada
Ao peito cálido
e o sorriso pálido?
Ou estática...
de maneira enfática?
Um peito sem pulso
sentimento avulso
Quero sem perfeição
digo de ante mão
Com ou sem arranhões
gritos em plenos pulmões
Vidas ou vulcões?
Fetos ou embriões?
Não, não sei!
apenas pensei
Será tua vida?
Ou a minha sofrida?
Ou apenas lembranças pequenas
Uma megera em fantasia
ou singela em melancolia
Pronta a enlouquecer-me!
Ávida a querer-me!
Sou trastefica ou se afaste
Mas trate-me
ou mate-me
Sem calcanhar
de Aquiles a espetar
Porém com a pompa
e nunca interrompa
a suavidade de suas pegadas
em minhas memórias já desgastadas
-- By Ludiro & Maha
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Futuro próximo
Futuro próximo
Sentada à sombra
Do coração,
Mergulho as mãos
Sobre as águas do Rio Negro,
Lavo meu rosto
Nas curvas do teu corpo
Num grito sufocado...
Grita a alma o medo do futuro!
Ah! Princesa negra das águas!
Solimões vertiginosa
Perigo assombrando as águas!
E morto está o Rio Tietê
Poluído sob céu de puro gris
O Brasil ido, caído--
E o mundo não me cai exato,
Nem a palavra o encaixe,
E indiferentes às horas consomem...
Cimentados corações que transbordam
A margem dos rios
E estamos condenados a ver
Na linguagem que revê
A beleza antes presente
Ausente, sem som...
Nem a figura se assemelha
Painel que nada recorda
A carruagem ao longe
Alguns bocados de silêncio
O homem a velha sina,
Violando pássaro, água e ar
E no ante desejo afogam-se palavras
O céu se contrai
Na escassa água
Movimentos parciais
Invejado mundo de outrora
E sigo sem contornar
As paredes do céu a minha volta
E o ponto de partida revi
Orgasmos de íris
Paralelos azuis
Na boca que consome
Suor a teu lado.
-- Ludiro e Magaly
Sentada à sombra
Do coração,
Mergulho as mãos
Sobre as águas do Rio Negro,
Lavo meu rosto
Nas curvas do teu corpo
Num grito sufocado...
Grita a alma o medo do futuro!
Ah! Princesa negra das águas!
Solimões vertiginosa
Perigo assombrando as águas!
E morto está o Rio Tietê
Poluído sob céu de puro gris
O Brasil ido, caído--
E o mundo não me cai exato,
Nem a palavra o encaixe,
E indiferentes às horas consomem...
Cimentados corações que transbordam
A margem dos rios
E estamos condenados a ver
Na linguagem que revê
A beleza antes presente
Ausente, sem som...
Nem a figura se assemelha
Painel que nada recorda
A carruagem ao longe
Alguns bocados de silêncio
O homem a velha sina,
Violando pássaro, água e ar
E no ante desejo afogam-se palavras
O céu se contrai
Na escassa água
Movimentos parciais
Invejado mundo de outrora
E sigo sem contornar
As paredes do céu a minha volta
E o ponto de partida revi
Orgasmos de íris
Paralelos azuis
Na boca que consome
Suor a teu lado.
-- Ludiro e Magaly
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Sentença de vida
Sentença de vida
Há poesia onde quer eu vá.
Em minhas feridas
doloridas e sangrentas,
no que é natural,
no sobrenatural,
no meio de gente
ou estando só
verte a minha seiva poética.
Onde quer que eu vá
existe poesia!
Retalho a palavra
mostro a cicatriz
Poesia é atriz
veste a fantasia,
representa,
mostra brilho
e no disfarce
do que observa, diz.
Poema não é só de ar
é de sentimento, raiz,
de sensibilidade,
de olhar singular
que ele é construído.
Absorvo na alma
as cores da natureza,
o sentido das ações,
a profundeza
do que se sente.
Absorvo na alma
o que sinto, ouço, vejo.
Absorvo poesia
no que existe
e no que insisto
em imaginar, criar.
Sou poeta.
Por meus olhos,
imersos no interno,
brota o néctar dos versos
e o meu sorriso,
dentre seus bons
e perversos brilhos,
reflete-se em palavras
nos meus manuscritos!
Ah!... Caminho doce das letras,
em meu livro,
que pisam em pergaminhos!
Que um espinho
com sangue na ponta
seja minha pena hedionda
qual usarei para escrever
minha sentença
em letras escarlates
sobre meu papiro:
— Escreverei até morrer!
Faz parte do meu ser!
-- Ludiro & Bilá Bernardes
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Vermelho da vida
Imagem: blog Escrevendo no Tempo
Vermelho da vida
O vermelho se desfaz
escondendo em um pano
que, firme, mente outra cor
dissolvendo-se dentre o branco,
a sorte de poder fingir ser
a mesma gama de dor
deste vermelho de pranto
parte de mim, se vai
parte de você se esvai
em sangues secos
na mistura quente,
outra pessoa sente a nossa força
mas, não vive a mesma raça
na velocidade que
lentamente o rosa contornou!
Em curvas loucas de aromas
Brotos de esperanças
Pétalas incolores,
ficou.
Rosa formou
o jardim das delícias provocadas
retraídas e apavoradas
por cores de malícias
vermelho de sangue, guerra
armadas como armadilhas
de frutos brotam sem razão
pensando ainda, botão
mas também de amor!
Segmento por sementes, se afloram
Puramente, no chão
Flor--
A brancura da paz, purificação...
Benção de cruz e luta
Deitados no solo,
Da nossa solidão
pura luz--
que em outras cores
decorou um mundo todo
conduz!
Estendeu-se o rosa
Mais uma vez
Contamos com o outro
Momento lúcido, separados
Somos
na mistura doida,
outra flora devassada
de outra vida
passada
rosa perfumada,
queremos a hora do cheiro
de todas as partes
do sistema
calma...
rosa da paz e do amor!
Que tem o breve recado
Obrigatório
De trocar estes lugares
Com as palavras certas
Pétalas com a nossa alma
E nosso sangue
Nas--
Pétalas com nosso sangue
e nossa alma!
-- Ludiro & Angela Regina
Lágrimas
Lágrimas
Minhas lágrimas escorrem,
salobras em meu rosto,
chegando em minha boca--
Lembrando teu gosto!
Lágrimas suaves,
Tristes e cálidas,
Por lástimas e...
Por conquistas.
Ainda estou vivo!
Ludiro
13/10/2006
Minhas lágrimas escorrem,
salobras em meu rosto,
chegando em minha boca--
Lembrando teu gosto!
Lágrimas suaves,
Tristes e cálidas,
Por lástimas e...
Por conquistas.
Ainda estou vivo!
Ludiro
13/10/2006
domingo, fevereiro 04, 2007
Favo de mel
Favo de mel
Meus lábios ardentes
Sedentos
Devoram
Deliciosa(mente)
toda esta doçura--
o sabor da tua
Saliva quente.
Bebida dos deuses
Essência de Afrodite
Pura embriaguez.
Doce carne nua
Trago-te o céu
em minhas asas
Cubro-te com meu véu
Levo-te à lua
que se transfigura
Ao esplendor do amor
Totalmente teu.
Inteiramente minha
Trago-te por inteira
No coração,
na carne
nas minhas veias!
Aspiro-te os poros
sugo tua última gota--
Favo de mel
Perco-me em teu prazer
Sorvo o néctar do delírio
e entrego-me a este deleite
num gozo adocicado.
-- Ludiro / Benvinda Palma
Meus lábios ardentes
Sedentos
Devoram
Deliciosa(mente)
toda esta doçura--
o sabor da tua
Saliva quente.
Bebida dos deuses
Essência de Afrodite
Pura embriaguez.
Doce carne nua
Trago-te o céu
em minhas asas
Cubro-te com meu véu
Levo-te à lua
que se transfigura
Ao esplendor do amor
Totalmente teu.
Inteiramente minha
Trago-te por inteira
No coração,
na carne
nas minhas veias!
Aspiro-te os poros
sugo tua última gota--
Favo de mel
Perco-me em teu prazer
Sorvo o néctar do delírio
e entrego-me a este deleite
num gozo adocicado.
-- Ludiro / Benvinda Palma
sábado, fevereiro 03, 2007
Alegria ou Loucura
Alegria ou Loucura
Ora! Eu queria ouvir as estrelas...
Saber o que elas querem dizer,
Devem ter tantas coisas para falar...
Pois não param de piscar,
pular e cantarolar!
Se meus ouvidos fossem finos,
sensíveis o bastante,
confidências indecentes--
com elas compartilharia,
uma alegria!
Amizade confidente...
Uma linda e bela
estrela cadente--
fugiria conseqüente!
Eu, aqui na terra,
Impotente!
Seria preso, internado,
tachado de maluco,
doido, pirado,
por ficar parado,
no meio da rua,
falando o que não deve,
Ora! Eu queria ouvir as estrelas...
Saber o que elas querem dizer,
Devem ter tantas coisas para falar...
Pois não param de piscar,
pular e cantarolar!
Se meus ouvidos fossem finos,
sensíveis o bastante,
confidências indecentes--
com elas compartilharia,
uma alegria!
Amizade confidente...
Uma linda e bela
estrela cadente--
fugiria conseqüente!
Eu, aqui na terra,
Impotente!
Seria preso, internado,
tachado de maluco,
doido, pirado,
por ficar parado,
no meio da rua,
falando o que não deve,
sem ter ninguém ao lado!
Ludiro
08/06/06
domingo, janeiro 28, 2007
Loucura
Loucura
.
Eu sou uma metáfora!
Sou água e sou terra.
Sou vida liberta!
Sou o que sou...
E o que quero ser
Porque eu posso.
Minha fantasia sou eu,
e visto-a e vivo a vida
como se normal fosse,
mas de louco entendo bem
e habitualmente coloco
a fantasia dos homens normais.
Aquela que a vida levou-me a trajar,
esta veste do povo em massa
e está dito entre nós.
Homem de espírito aventureiro
caminhamos, eu, a vida
e o hábito que carrego junto à multidão
fazendo do riso o remédio,
loquacidade plantada no recôntido da alma,
necessito da loucura para estar sóbrio
loquacidade plantada no recôntido da alma,
necessito da loucura para estar sóbrio
e contemplo no semelhante, o homem,
um animal em transição
e não posso disfarçar a compaixão
da pretensão do carrasco,
quando num timbre de voz
Ecoa um gesto mudo.
Ludiro e Magaly
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Sal
Sal
Largo agora
os meus braços cansados!
Fecho meus olhos úmidos,
Lacrimejados...
De nada valem as palavras,
inverteu-se o verso.
O suco da minha dor!
Largo em cima do papel
o meu coração estampado...
sangrado em fios
de arame farpado,
quebrado o cristal
o lilás se fechou
na saudade esquecida.
Deixe-me quietinho
voltarei a sorrir.
Somente agora
neste efêmero momento.
Triste...meus versos
estão todos molhados
com perfume de jasmim
que meus olhos derramaram.
-- Ludiro e Cláudia Gonçalves
Largo agora
os meus braços cansados!
Fecho meus olhos úmidos,
Lacrimejados...
De nada valem as palavras,
inverteu-se o verso.
O suco da minha dor!
Largo em cima do papel
o meu coração estampado...
sangrado em fios
de arame farpado,
quebrado o cristal
o lilás se fechou
na saudade esquecida.
Deixe-me quietinho
voltarei a sorrir.
Somente agora
neste efêmero momento.
Triste...meus versos
estão todos molhados
com perfume de jasmim
que meus olhos derramaram.
-- Ludiro e Cláudia Gonçalves
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Pretexto amoroso
Pretexto amoroso
Navegue em meus textos,
sinta o adocicante versejo!
Meu corpo é o pretexto,
seu toque, meu desejo!
Molesta minha carne e...
deguste da minha boca.
abrace-me forte e...
solte-se feito louca!
Meus anseios não são piores,
nem tão pouco menores!
Nus em melodia...
uma dança, uma euforia
O amor sobre a cabeça,
a fantasia se faz alegria!
jogada no papel...
a cama dos meus versos!!
Ludiro
19/01/2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Calafrios
Calafrios
A alma sustenta
o que o corpo não agüenta
Corre nas veias
O calafrio
O sangue contaminado que jorra
das injúrias em tormentas
Arrastando o corpo pelas ruas
Vendo a lama
A podridão
A sujeira
Escancaradas e nuas.
Para que as vestes?
Quando os olhos perceptivos
contemplam a falsa verdade
Retiro minhas vestes
Pêlos e peles
Para mostrar
Que a realidade é igual à de todos
Um monte de carne fétida!
Ludiro / Benvinda Palma
17/01/2007
A alma sustenta
o que o corpo não agüenta
Corre nas veias
O calafrio
O sangue contaminado que jorra
das injúrias em tormentas
Arrastando o corpo pelas ruas
Vendo a lama
A podridão
A sujeira
Escancaradas e nuas.
Para que as vestes?
Quando os olhos perceptivos
contemplam a falsa verdade
Retiro minhas vestes
Pêlos e peles
Para mostrar
Que a realidade é igual à de todos
Um monte de carne fétida!
Ludiro / Benvinda Palma
17/01/2007






