Enquanto as fadas bailam
domingo, janeiro 13, 2008
Festa dos insetos
Enquanto as fadas bailam
sábado, janeiro 12, 2008
Amor...

Em cada sorriso jovem
-- vejo teu eterno rosto límpido a contemplar-me
vejo olhos verdes apetecendo-me [Cris]talizados...
Tum! Tum! Tum!...
Repique cardíaco alucinado,
inebriado e embriagado
num entorpecente alucinógeno amoroso.
Perco passos, compassos e a visão constate!
Onde Andar?
Nem mesmo nas noites sem sono--
Encontro-me!
Amor...
Como podes mergulhar em minha corrente sanguínea?
Deturpar minha lucidez corrompida?
Ah! quero viver embriagado...
Drogado e viciado.
Morrer em fim, se por fim de amor!
Estás presentes em tudo e em todo lugar...
Nos sonhos das noites mal dormidas,
nos pensamentos da insônias de madrugadas adentro,
nas esquinas que passaram, nas calçadas,
nos perfumes, no meu lençol...
Na verdade, profundamente, no meu corpo--
Em todo meu ser, tu estás!
Enlaçaste-me em espectros braçais
dos quais não quero me soltar...
O músculo doe numa dor prazerosa
no sentir-te, do ouvir em gotejadas,
sibiladas palavras de dizer-me que me amas!
Eu por vez, te amo e entrego-me ao teu colo...
Quero chorar e encher tua taça de amor
com as lágrimas das minhas entranhas
a ti ofertadas em holocausto!
Pois queimo, ardo em chamas por ti amada minha!
Amor...
Pareço que morro,
mas cada dia o amor ressuscitar-me com vigor.
É você a quem vejo em primeiro ao amanhecer
e és a última que absorvo ao adormecer!
Tu és plena e única
és meu AMOR!!
-- Ludiro
quarta-feira, dezembro 19, 2007
[A]mando em flor
Não é a flor da vida,
a da juventude,
nem da idade...
Sou criança
cheio de sede e...
repleto de vontade!
A nebulosidade em minha retina
desfez-se em harmonia,
e girassóis de um rosto
belo feito o dia
surgiu após falso luar.
A espera doida,
o grito de socorro
atravessado na garganta.
Quase morro,
mas a fada que me encanta,
em vermelho escarlate,
vem e espanta!
Ah! Quanta audácia
para com um pó de poesia
levantado pela tristeza
e contemplo a fantasia!
Amor bate em meu rosto,
feito pedra preciosa...
Esmeralda
e flores de tulipa,
minha infância que acolhes
nos teus seios. Oh! Poesia...
Amado entrego-me
feito por do sol ao mar,
e as nuvens pelas montanhas,
num bucolismo sem par!
O perfume ao jasmim,
a beleza entregue ao lírio!
A amar-te em amar,
e seus cabelos em vestes
raios solares,
ultrajes
a perfumar
minh’alma
que anseia tua voz.
Um calor em meu ouvido,
uma chama no coração!
-- Ludiro
domingo, junho 24, 2007
A garrafa do medo / O comprimido do tédio
Translúcida, opaca, transparente...
Pouco importa, quanto se está "doente"
Conteúdo amarelo OURO, "ourina" a verdadeira urina--
mata - fede - defeca e extermina a vontade de ser...
Quanto uma "puta" de uma mulher menina, crê em saber o que fazer,
lá dentro de um submarino mandando torpedo e ameaçando matar e "fuder"
com quem nada tem a ver sentindo-se a tal no poder, pobre anjo/podre capeta!!!!
Fez o que não pode com suas más intencionada atravidas no controle remoto "celular"...
Em mim, fétidas palavras, vomitadas em licor de chocolate qual comia e bebia em wisquey!
na mistura marrom inerte espalhante ao solo mal visto
em olhos dissecados de um semi-morto das palavras sem vida!
carreguem-me, entre braços e abraços para fora des te mundo, lancem-me feito indijente,
um Mozarth da atualidade enrrolado em trapos à beira rio, isso passava em minha podre cabeça.
O escangalho desta carne destruída em ruínas das calúnias e feridas sofridas
numa noite de angústias e mais três de tormentas...
Noites de cacos, televisores estourados, computadores desmiuçados
à ferro em fera na barra da garra do mostro dominado não desapareciam em minha face triste
perambulante em procura de um fada simples e mágica num mundo irreal!
furem-me as veias, mostrem-me o meu sangue, rasgem-me tecidos e músculos,
este barrento do solo brasileiro do qual muito rastejei,
o pouco que vi sumiu e reapareci entre os "renascidos do inferno"...
Caras esborrachadas, sangue vertente, correntes com ganchos no teto..
Gritos, vai "doerrr", segure, um verme penetra em minha narina, ocupando meu nariz, garganta e esôfago!!
Tento engolir a saliva com fraqueza e sinto-a forte e agressiva dentro da minha traquéia desfalecida!
A flatulência força-me o esfíncter, sem mais força libero-o e entre gases, sinto algo mais...
Um líquido escorre e minhas fracas e mais tristes e envergonhadas ficam!
Um morto-vivo, defecado, fedido com suas impotentes entranhas poéticas expostas sobre ânus, nádegas, cuecas e cochas! Partes íntimas lágrimas escondidas!
Um ser ridículos me senti nesta hora, antes ter recebido a morte que a vergonha de si mesmo cagado sobre a cama de um leito do SUS com características de hospital da Crux Vermelha no Haiti em tempo de MINUSTAH. - Serei eu apenas um ênos? Um passável? Ou alguém a mais par borra-se e contar a uma terapeuta?
Um maldito predestinado, destinado ou destilado!
Sou nada, escrevo e que sinto
fotografo o que toca-me e morro quando matam-me!
Agora, estou morto, sinto-me morto, aguardo a minha ressurreição psicológica!
Minha vida recomeçar do nada! Paguei!? Estou no escuro!...
Que as palavras sejão sim sim e não não...
Poeta Ludiro
*poesia gótica
sábado, maio 26, 2007
Música

Não ouço mais
as músicas do seus lábios.
O doce sussurrar...
Lentamente em meu ouvido,
onde a respiração
faz-me arrepiar.
Será a distância?
Ou o desejo ardente
De querer ouvi-la?
Uso a imaginação...
Mas sinto a falta
desta melodia,
que altiva minh’alma
no doce e suave
ouvir-te
pronunciar
lentamente
TE AMO!!!
sábado, maio 19, 2007
A bala do canhão

com sua estrondosa explosão,
fazendo-se de uma bela parábola...
Um tiro certo no coração!
O seu destino
é certeiro, uma destruição,
caindo em lugar fétido
e muitas vezes não!
O canhão cuspiu
tamanha labareda de fogo,
fez no céu um risco febril...
E na terra o pedido de socorro
O canhão urrou em prol da paz!
Eis a desculpa da política...
Quem se perde nos escombros
sem tempo de despedidas!
Tudo arde,
rompe-se, jaz...
Abraçado aos destroços
Pela bala do canhão que só dor trás!
terça-feira, maio 08, 2007
Doce veneno
Mergulhaste no precipício
das minhas veias,
num beijo que incendeia!
Cala-me os lábios
Arrebata minha calma
Minha inquieta alma
sufocada...envenenada.
Veneno forasteiro!
Traiçoeiro...
Envolto em minha saliva,
consumiu minha língua,
meus lábios e todo instinto
ao degustar da tua boca.
Colocaste-me em harmonia
entre vida e morte
e solto a fantasia
que à granel me jazia,
o veneno do desejo!
O doce arsênico do beijo.
-- Ludiro
domingo, abril 29, 2007
Mar de flores
Tão belas e cativantes,
quarta-feira, abril 18, 2007
Primavera
PrimaveraDe mar celeste e ceu anil,
campos coloridos
onde vive o cupido...
Anjo belo,
forte arqueiro.
Acertou meu coração esgueiro,
sangrando suave amor.
Enquanto o coração sofre,
no pranto de quem morre...
Na velha dor de amar!
Se tu não existisse...Oh! Primavera!
O cupido não teria morada...
E tu não deixarias
minha bela tão apaixonada.
-- Ludiro
segunda-feira, abril 16, 2007
Enya - Caribbean Blue
Perfume de jasmim
Ainda hoje, sinto o perfume
dos belos botões de jasmim...
Uma única planta solitária
no gramado da frente da casa do papai,
o qual a cultivava com muito carinho.
Ah! Aquele perfume suave e doce,
oriundo de quatro ou cinco flores apenas,
que ainda anestesia
minhas manhãs em lembranças
de quando criança,
que sentia um universo
em poucos metros quadrados
de gramíneas verdinhas.
Um infinito cujo horizonte dava-se a um portão.
E lá, envolto ao saboroso odor
Brincava com meu carrinho,
onde entre três tijolos,
dois laterais e um por cima,
estacionava o meu pequeno
Wolks Parati com duas diminutas
pranchas de surf no raque.
Ali fitava as manobras e via-me,
adulto dentro de um possante,
estacionando o meu poderoso carro
na garagem de uma linda casa...
Hoje, quando entro no meu carro,
dou a partida no motor e faço uma retro-imaginação...
Eu criança, com a mãozinha no capô do meu
"possante" 1.0 e manobrando o carrinho
(comigo dentro em tempos reais) pra fora dos tijolos!
Nesta hora, o perfume invade o interior do carro,
minh'alma inebriada e embriagada na recordação
lavo-me em lágrimas por não poder voltar mais!
Ah! Delicioso perfume de jasmim...
-- Ludiro
02/03/2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Sem pressa
Si por Si
Silencioso
Nem tudo é perfeito

Há flores belas e sem cheiro,
feias e perfumadas,
lindas com espinhos,
multicoloridas,
desbotadas,
anacrônicas,
flores psicotrópicas,
medicamentosas,
comestíveis,
lindas e fétidas,
ornamentais,
funerais e até as--
carnívoras!
Há aquelas que associam-se com os tempos,
com situações e amores...
Umas perfumam e inebriam a alma,
belas que paralisam os olhos,
envolve um romantismo!
Todas em si são incompletas,
mas com plenitude!
Nem tudo é perfeito--
Mas juntas, uma perfeição da natureza!
A perfeição está na intervenção,
intenção e proteção divina!
Ludiro
12/04/207
quinta-feira, março 22, 2007
De Poeta para Poetas/escritores
Bento Gonçalves-RS
caros amigos,
na condição de organizador do congresso brasileiro de poesia e também por ter sido editor do garatuja, recebo muitas cartas, desde bibliotecas em formação pedindo doação de livros, como de escolas me convidando para participar de atividades.
homem calejado já, seja pela idade ou pelos anos de jornalismo que acabam embrutecendo, recebi hoje uma carta que me emocionou e quero dividi-la com vocês:
jaboti, 15 de março de 2007
prezado escritor ademir,
meu nome é Edilaine Da Rosa Silva, tenho 11 anos e estudo no Colégio Julia Wanderley.
Adoro ler, porém na minha escola há poucos livros. Estou participando do projeto "Descubra um Escritor", da professora Marly.
Adoraria receber um livro seu, pois até agora, todos os escritores para quem escrevi, nenhum me mandou livros.
Quero te divulgar aqui na escola, mas para isso preciso de revistas, fotos, jornais, livros, etc.
Vou ficar aqui ansiosa para receber sua resposta.
Beijos, Edilaine
Numa época em que tanto se batalha pela formação de novos leitores, espero que vocês se sensibilizem e mandem seus livros para esta leitora em potencial
o endereço dela:
EDILAINE DA ROSA SILVA
Rua José Cândido Filho, 186
JABOTI - PR - CEP: 84930-000
Um grande abraço a todos
PS: Recebi este e-mail do amigo poeta/escritor Ademir Bacca, assim como outros amigos poetas também receberam, tomei a liberdade de publicar aqui no blog Luz Poética, pois tal e-mail muito mocionou-me e deu uma força maior de lutar pela literatura!!
Com esta situação, lenbrei de um artigo que escrevi ainda este ano e da contra-capa da Antologia "Poemas Dispersos" que escrevi no ano passado!
Que poder fazer algo, está ai uma dica para ajudar a aumentar o índice de leitores no Brasil que é de 1,2 livros lidos por Habitante/ano. Pesquisa feita com apoio da UNESCO!
- Artigo sobre a Literatura
- Contra-capa da Antologia Poemas Dispersos
sábado, março 17, 2007
Slides do XIV Congresso Brasileiro de Poesia - 2006 - Bento Gonçalves-RS
Arte e Imagens by Christina Magalhães Herrman.
Carregadores
Eis o resultado do concurso "Carregadores", foram belos trabalhos enviados por e-mail, foi difícil escolher dentre eles o melhor, precisei de uma ajuda técnica para termos uma solução, convidei uma equipe formada por seis julgadores, dentre eles um jornalista, dois mestres em português, um artista plástico, um escritor e finalmente eu! Por isso não consegui o resultado no prazo previsto! Grato aos amigos colaboradores da comitiva de avaliação, quais fizeram por amor e dedicação e sem interesses lucrativos, agradeço aos 57 amigos participantes com os seus belos trabalhos e a confiança depositada a este evento!!Foi levado em caráter de avaliação a criatividade, a ligação perfeita com o tema e a foto, a escrita e principalmente a sensibilidade. Cada trabalho levou uma pontuação de cada membro da equipe avaliadora, a qual pontuou de 0,0 a 10, após feito isso houve a some e a média. Não houve caso de empate!
Apreciem os trabalhos vencedores de BiláBernardes e Cristiane de Ângelo!!
Carregadores
Quando era criança
me indignava
com fotos e fatos
de pessoas humildes
transportando liteiras
carregando a elite
pelos caminhos
Meu coração pequenino
questionava:
Como poderia existir,
trabalho tão vil?
pessoas obrigadas
transformadas em instrumento
sem vontade
desejos esquecidos
esquecerem que eram gente?
Volto hoje a ver as cenas
que a História me assombrara
Não são pessoas que carregam agora
É a dor do desemprego
É o peso da exclusão
É a opressão das cidades
É a limpeza do mundo
em suas mãos calejadas
em seus corpos cansados
esculpidos ainda meninos
carregando cargas
maiores que o peso esperado
Hoje não mais
escravos de senhores
ainda carregam a elite
são escravos de um sistema
que arrebata dignidade
e distribui
cada vez mais dores.
Será que percebem
que não é opção?
-- BiláBernardes
CARREGADORES.
Somos todos carregadores. Destinados a carregar conosco o DNA de nossas famílias e com sorte o nome também. Por outro lado a vida nos impões a captura de um emaranhado de experiências que acabam por construir o que somos, carregamos então o peso dos sonhos e das mazelas de nossas vivências.
A sociedade nos leva e nos impõe a medidas, preconceitos, estatísticas, leis degradantes, indução ao consumo... E para que não nos tornemos marginalizados por ela, acumulamos mais pesos, sem percebermos que estamos empurrando, arrastando, trocando de lugar a espera de um descanso, um alívio, uma saída... Nossos dias de violência são "peso pesado", somos violentados e nos violentamos.
Enfraquecemos as leis e queremos que elas nos protejam. Não respeitamos os limites da natureza e não queremos o ar poluído, o calor excessivo, as tsunamis, o efeito estufa... Esses são os pesos da ignorância e os carregamos sem nos darmos conta de nada. Há um paradoxo!
As guerras, a fome, as desigualdades sociais e o próximo não são pesos e constantemente insistimos em vê-los como tal, não nos importamos, não chamamos pra nós as responsabilidades, afinal está acontecendo com o vizinho ao lado e não conosco!
Talvez esteja aqui a solução, se cada um de nós nos desembaraçássemos de tudo que nos assedia e que nos leva a carregarmos coisas desnecessárias, seria possível um novo olhar.
Contribuiríamos para a melhoria mundial sem pensarmos que é obrigação ou culpa deste ou daquele! Assim não carregaríamos pesos, levaríamos fardos leves.
Seriamos carregadores apenas de amor e paz, pois é o que o mundo precisa... Chegaríamos mais rapidamente ao lugar do sonho. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Jesus Cristo.
*Referencias: CRISTO, Jesus. Evangelho de Mateus. Bíblia Sagrada, cap.11, vers. 28,29 e 30.
-- Critiane de Ângelo
domingo, março 11, 2007
Bailarina das poesias
Bailarina das poesiasterça-feira, março 06, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
Meretriz
Oh! Meretriz,



