domingo, maio 14, 2006

Só Você

Só Você
Só você pode dar cor aos meus dias.
Preencher minhas noites vazias.
Curar a febre de minhas fantasias.
Só você pode por fim à minha tristeza.
Só você,
Meu norte,
Minha sorte,
Meu farol,
Minha luz,
Meu sol!
Guia que tranqüiliza,
meus passos orientados,
nesta trajetória noite e dia.
Esta carne dolente.
Esta pele fria.
Não estou morto.
Venha aquecer o meu corpo.
Devolver-me a calma.
Engrandecer minha alma,
Meu astro maior,
Satélite regente!
Dá-me o caminho certo,
no meio deste deserto.
Não me deixe assim, carente,
nesta música em minha vida,
com o ritmo de te querer.
Vem, completa o meu viver,
e nada mais, somente....
simplesmente você!
Co-autoria: *Bem-te-vi - Benvinda Palma
Ludiro

quinta-feira, maio 11, 2006

Crônica - AMAR-TE-EI MAMÃE!

AMAR-TE-EI MAMÃE!

Nossos cordões umbilicais não foram cortados. Vivemos constantemente ligados às nossas mães.
Elas partem e não cortam esta ligação divina em que nos apoiamos por toda nossas vidas;
-- "Mamãe!!" a primeira palavra do nosso vocabulário;
-- "Minha mãe!" Primeira coisa que pensamos quando precisamos de algo;
-- "Manheee!!" primeira coisa que gritamos após um susto.
Mãe, mãe e mãe...Mãe isso, mãe aquilo, e lá está a mãe, chamando a atenção do filho que pede atenção.
Esta nossa proteção diária e divina que nos pegou no colo, mesmo quando velhinha afaga nossos cabelos --cabelos estes que, ainda quando brancos, queremos suas mãos enrugadas, trabalhadas a nos acariciar.
Mãe com suas preocupações carregadas de orações, para com o filho que, nem sempre, lembra-se de avisá-la, de se preocupar com o que poderá advir de seu esquecimento, de sua falta de preocupação!
E lá estão elas, ocupadas em nos proteger de algo que possa nos acontecer, abraçadas em suas preces, nas suas conversas diárias com Deus! Assim, óbvio, Deus ouve nosso pedido sempre por último, pois nossas mãezinhas estão lá, rezando tanto por nós, até seus joelhos não agüentarem mais.
Deus as ouve, nos socorre e só depois verifica o que queremos!
Nosso anjo-da-guarda em constante proteção, é esta mãezinha de terno coração!
Mãe, sofrimento constante e amor eterno. Mãe, único e verdadeiro amor, tão grande e cabe perfeitamente neste diminuto coração materno, pequeno por fora, imenso, elástico por dentro!
Mãe mulher, verdadeira, pura, audaz, forte e, eu, apenas um filho, cheio de falhas, que provavelmente muito a tenha feito chorar e sofrer... um fraco, carente, sempre desejoso de seus abraços fortes, quase sem forças!
Filhos, filhos e filhos, não mudam. Serão sempre os que correm para agarrarem-se à barra de suas saias, onde secam seus olhos nos momentos tristes, onde se apegam nos momentos em que caem, sem forças para se recuperar!
Mãe, minha fortaleza, meu ser, minha alma e minha vida!
Mãe, tu deste e daria tua vida por mim! Eu, apenas um filho que gostaria de te dar o maior e mais precioso tesouro do mundo: meu imenso e puro amor acompanhado dos céus, dos mares, das estrelas, do espaço universal. Presentear-te com todas as jóias mais preciosas do mundo!
E, por ser filho, queria poder dar-te a vida eterna para estar ao teu lado e abraçar-te, beijar-te a todo instante.
Que a nossa distância não passe de um simples estender dos lábios para te beijar e receber teus doces beijos a me acalentarem, me encherem de vigor e a me fazerem sentir um homem criança!
Minhas lágrimas mãe, são tuas, por este amor maior que me tens!
Mãezinha, infelizmente, não posso te dar tudo isso, mas o tesouro de Deus posso te enviar em pequenas e singelas palavras, palavras estas que explodem o coração e altivam a alma , te colocando no posto sagrado de mãe!
Este é meu eterno presente, que não tem preço e o tamanho é imensurável:
EU TE AMO TANTO QUE MINHAS LÁGRIMAS ESCORREM!
Deixa-me dar todo o meu amor que não chega a uma fagulha do teu!!
EU TE AMO TANTO QUE MINHAS LÁGRIMAS ESCORREM!
^^Ludiro^^
08/05/2006
Esta crônica é dedicada a todas as mães!
Deixo meus sinceros abraços e o desejo de muitas felicidades por esta data tão maravilhosa!
-- ^^Ludiro^^

segunda-feira, maio 08, 2006

Poesia Concreta 1

A R G U M E N T A Ç Ã O
ARGO AUMENTA AÇÃO
AUMENTA ARGO AÇÃO
AUMENTAÇÃO
ALIMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃO
DA NAÇÃO
ANAÇÃO
NAÇÃO
AÇÃO
ÃO
Ludiro
05/04/2006

terça-feira, maio 02, 2006

Poemeto da Chuva

Chuva
A chuva
Que surra
Meu rosto
Faz-me lembrar
Quando brincava
Em suas poças
Ludiro
02/05/2006

segunda-feira, maio 01, 2006

Os Rios

Os Rios
Seu sangue em fluxos flui
Dando-te vida viril
Copiando as belezas
De um corpo
Os rios deste Brasil
Pulsando em suas veias
O belo rio Solimões
Que é grande e volumoso
Importante
Não imponente
Fazendo tríplice fronteira
Brasil/Peru/Colombia
Por fascínio da natureza
Ao nosso amado País
Irrigado por diversas veias
Ricas em cachoeiras
O Negro ao Pico da Neblina
Mais parece guaraná
Corre em vertentes lindas
E cheias, desaguando
No Amazonas sem parar
Rico em grandes pescas
Alimentando os índios
O nobre povo da floresta
Vai correndo para o mar
De encontro à pororoca
Um espetáculo de se admirar
O São Francisco no Nordeste
Não traz a seca em troca
Irrigando solo seco
Na produção da tapioca
E o pobre Tietê
Já foi rico o coitado
Agora vive à mercê
Sufocado e poluído
Esperança de não morrer
Mas com apoio e ação
Vai conseguir sobreviver
Paraná de muita força
Gerando muita energia
Paraíba, Verde e Parnaíba
Tantos rios, tanta riqueza
Um espetáculo da natureza
Nestas águas de meu Brasil!
Ludiro
17/04/2006

sábado, abril 29, 2006

Alvorada

Alvorada

Galos cantantes
Primeiros raios solares
Dissipando a rala névoa
Existente na visão panorâmica
O ar fresco e puro
Num perfume matinal
Envolvido pelas flores orvalhadas
Ao cheiro de café colonial
Grama atapetada
Refletindo o sol
Nas gotas de orvalho
Resplandecendo com belo vigor
Parado com peito estufado
Um canário solta seu dobrado
Sobre a cerca de arame farpado
Com meus braços estendidos
Fecho os olhos e abro os ouvidos
A grama molhada refresca meus pés
Leve brisa acaricia meu rosto
O sol ilumina meu ser
Respiro fundo
Absorvendo toda esta energia
Num passe de magia
Com o corpo revigorado
Abro os olhos, abaixo os braços
E num sorriso
Enfrento o novo dia!
Ludiro
19/04/2006

Maturidade

Maturidade

Mãos Trêmulas
Cansadas
Com seu chapéu de palha
Sentado em sua cadeira
Olhando a estrada
Na varanda de sua estada
Lembrando tempos passados
Época das namoradas
Dias cheios de trabalho
Sem tempo para nada
Agora lhe resta
Sua amiga cadeira
O cachimbo de madeira
Com suas histórias
Bem-contadas
Ludiro
18/04/2006

Pequeno peão

Pequeno peão

E a poeira ia levantando
Aquele barulho se aproximando
Muito lindo de se ver
A boiada vindo em manada
Com seus chifres apontados ao céu
O peão com seu chapéu
Suave cavalgava
Montado em seu puro-sangue
E com seu berrante
Com garbo e elegante
Na postura de honrar a Deus
Tocava, seduzindo-me em sonhos de guri
E assim, nesta bela música
Levava onde queria os gigantescos animais
Saía correndo, pendurava-me na porteira
olhava atentamente cada toque, cada rês
Que passava rápido e bela
Em minha alegria ao meio à poeira
Que impregnava minha narina
Com o cheiro do campo e do gado
Então o som ia ficando distante...
A poeira abaixando
A visão torpe ofuscante dominando
De repente, encontrando a razão
Tudo acabou
E voltando em mim, estou aqui
Perdido no tempo, sonhando acordado
Vivenciando lembranças do passado
Ludiro
16/04/2006

Andarilho

Andarilho

Sou homem de pouco espaço
Tenho como companheira a vida
Abaixo do sol, chuva e tormentas
Sinto o chão umedecido em meus pés
E torrenciais sobre a cabeça
Carrego a graça em meu coração
A imagem de Nossa Senhora da Conceição
Nos braços a tralha dos pertences
Coisas meras, de pouca importância
Mas carrego junto a mim,
Pois são cacos de lembranças
Vagueando entre espaços
De tempos e distâncias
Uma viola de cordas e magias
Tocando e chamando a atenção
Para trovas de alegria
No calcanhar de minha vida
Rachado em agonia
Em poeiras levantadas!
Penetrando as sandálias
Perna esgueira, mas fortes sustentando este corpo
Pés carcomidos, andantes pelo mundo afora
De palavras e experiências
Já fiz mais do que imaginam
Na vida de andarilho esculachado
Atravessei o Brasil de lado a lado
Ludiro
14/04/2006

quarta-feira, abril 19, 2006

Ave de Rapina

Ave de Rapina

Abre bem tuas asas
Deixa o sol aquecê-las
Refletir seu brilho
Nas plumagens
Da beleza da couraça
Cada raio refletido
É sinal de amor
Submergido
Em teu corpo plúmeo
Ave preciosa
Deixa que o sol te alise
Te acaricie em sua magia
E renove tuas forças
Pássaro de garbo
Ave de Rapina
Alça teu vôo
Em alucinações
E alucina
Ludiro
14/04/2006

Poder das palavras

Poder das palavras

Palavras
São armas
Poderosas!
Quando usadas
Corretamente,
Encantam e
Brilham
Mas, quando usadas
Por pessoa ignóbil
No ideal de prejudicar,
transformam-se
em navalhas
Que cortam a carne profundamente!
Em espadas
Que perfuram!
E, assim, matam a alma
Lentamente,
Até o seu último
Gozo de vida.
Perecendo a alma vazia!
A mesma palavra, porém,
Possui o milagre
De restaurar
Os ferimentos
E, milagrosamente,
Ressuscitar
A alma daquele
Corpo vagante
Que perecia em si!
Ludiro
11/04/2006

Substância orgânica

Substância orgânica

Caminhando pelos vales
No solo fértil
Hidratado
Em poças de sangue
Rubro escarlate
De mortos militantes
Jovens sonhadores
Buscando conquistas
Lutando entre si
Como inimigos co-patriotas
Conquistando
O solo
Onde tombavam
Sem serem felizes
E ali
Abraçados em suas conquistas
Como uma substância orgânica
Adubando a terra
Pereceram
Aguardando
A sua descoberta.
Ludiro
10/04/2006

Mágoas

Mágoas

As palavras
Dilaceram
Os ouvidos
E todo o ser
Coração
Exprime-se
Comprime-se
Como se quisesse vomitar
Peito ofegante
O ar
Não era o bastante
Vontade louca de chorar
Sem música
Sem lua
Sem olhar
No âmago
Nas entranhas
Uma mudez
Louca para gritar
Desabar
Lágrimas
Forçam as pupilas
Nada de brotar
Uma sequer
Para lavar
Os olhos
O rosto
A alma
Renovar o espírito
Acalmar o coração
Apagar o desespero
Acordar do pesadelo
Da angústia
A esfolar-me,
Maltratando-me
Deixando-me martirizado
Com feridas abertas ao ar.
Ludiro
10/04/2006

Tempos de guri

Tempos de guri

Nos tempos de criança
Tinha a vovó e vovô
A bela esperança
O sonho de guri
De crescer
Apenas ser feliz
Doida realidade
Deixa-se
De ser criança
Enche-se de responsabilidade
Acaba ficando de lado
A doce felicidade
Ludiro
10/04/2006

quinta-feira, abril 13, 2006

Páscoa

Páscoa

Associada
A ovos e coelhos
Numa simbologia
Que muitas vezes
Nos faz esquecer
O seu real sentido:
Entrega
De corpo e alma, sacrifício perfeito
De Deus em homem.
Para cada um de nós
A partilha do amor
Compartilhando
Seu sagrado corpo e sangue
Num sofrimento
Além das forças humanas
Sua paixão imensa
Pela criação
A tal ponto
De carregar o peso
Dos pecados da humanidade.
Para cada um
Fica a sua provação
A divindade
A ressurreição.
Temos nós,
Como pequeno dever,
Compartilhar
O nosso amor
A cada um
De nossos irmãos em Cristo
Não só para viver uma Páscoa
Porém, para edificar
Um mundo
De paz e em paz
Para uma vida em Páscoa
E assim a
PAZ ECOA
Ludiro
13/04/2006

quarta-feira, abril 12, 2006

Luz Poética en español

Luz Poética

En la más obscuras de las noches
Una luz en la negrura
En lo medio de la mata
Zig-zag iluminando el camino
Rumbo al negro crepúsculo
Baila luz como una danzarina
Que en sus primeros pasos
Tende a encantar
Y despues apasiona a todos
Que estan a contemplar
La luz verde hipnotizadora
En una noche sin lunar
Parecia una bailadora
Linda, ligero a bailar
Hada de las flores nocturnas
Iluminada por su magia
Hez de la noche muerta y vacia
Una felicidad con su guiñar
Era una simple luciérnaga
Con su luz poética
Libre a volar
Ludiro
26/02/2006

terça-feira, abril 11, 2006

Meu poço

Meu poço

Olho meu rosto
No fundo do poço
Uma lágrima
Derramada cai
A imagem
Se desfaz
Quem é aquele?
Não sou eu mais!
Ludiro
06/04/2006

Lição com as folhas do caderno

Lição com as folhas de caderno

Aprendo
Nas folhas brancas
Em branco puro
Uma brancura só
Aprendendo
Com suas linhas retas
Retilíneas
Uma retidão só
Aprendo
Com o seu formato
Quadrangular
Igualzinho a um quadro
Antes de pintar
Quatro cantos
Quatro ângulos
E também
Sua leveza
Sua flexibilidade
A profunda beleza
Em tantos detalhes
Mas isso só
Não me basta
Não satisfaz
Tenho que
RISCÁ-LAS
Ludiro
06/04/2006

Entre tantos

Entre tantos

Deixe-me cantar
Correr e gritar
Aos quatro cantos do mundo
Deixe-me quebrar
O silêncio da noite
Igual a um pássaro noturno
Sou apenas mais um
No meio da multidão
Neste mundo cão
Trabalhador
De mãos calejadas
De tanto pegar na enxada
Cortar cana
Quebrar pedra!
Por ser pobre honesto
Tem muita gente por aí
Falando que não presto
Mas não faço protesto!
Já tombei!
Também votei!
E aí?
O que ganhei?
Continuo do mesmo jeito
E sempre continuarei!
Mas quero ter
Essa liberdade
Mesmo no avançar da minha idade
Não consigo pular
Deixe-me tentar
Vou cair
Mas vou suportar!
Suportei
As dores da vida
Pai e mãe
De partida
O preconceito da cor
O ciúme do amor
A dor
O rancor
De não saber ler
Nem escrever
E muitos riam
Por falar errado
Chacota
Se cair estou acostumado
Sou apenas
mais um pobre coitado
Que sonha
Até o último dia
Desta vida
Que me resta
Sem esperança
Acredito
Espero e
Morro feliz!
Ludiro
07/04/2006

Amar tanto amar

Amar tanto amar

Eu te amo
Simplesmente porque te amo
Se te amar fosse morrer
Estaria condenado à morte
E a morte
Levar-me-ia
Assim
Feliz
Pois morreria amando-te
Mas se te amar é doença
Sou um incontrolável hipocondríaco
E não quero ter cura
Desta doença maluca:
A doença de te amar
Mas se para viver
Sem ter o teu amor
Uma imensidão caísse sobre mim
Me restaria apenas
A morte infeliz
E para mim
Morrer sem lutar
E assim findar
Com uma simples frase
Aqui jaz
Aquele que morreu
Por amor a você!
Ludiro
07/04/2006