sábado, julho 30, 2011

Supremacia

Supremacia

Volto a escrever...
Escrever o que gosto,
a alma pede,
o corpo se esconde...
E responde!
As mãos...
Os dedos...
--E eu!
Feliz...
Sigo em Espírito.
Salvo;
completo;
repleto.
Enfim...
Não sou eu mais--
que vive em mim!
Ludiro
30/07/11


sexta-feira, julho 29, 2011

RETRÔ

Leia algumas das primeiras poesias do blog Luz Poética:


Luz Poética en español

Luz Poética

En la más obscuras de las noches
Una luz en la negrura
En lo medio de la mata
Zig-zag iluminando el camino
Rumbo al negro crepúsculo
Baila luz como una danzarina
Que en sus primeros pasos
Tende a encantar
Y despues apasiona a todos
Que estan a contemplar
La luz verde hipnotizadora
En una noche sin lunar
Parecia una bailadora
Linda, ligero a bailar
Hada de las flores nocturnas
Iluminada por su magia
Hez de la noche muerta y vacia
Una felicidad con su guiñar
Era una simple luciérnaga
Con su luz poética
Libre a volar
Ludiro
26/02/2006

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Andarilho

Sou homem de pouco espaço
Tenho como companheira a vida
Abaixo do sol, chuva e tormentas
Sinto o chão umedecido em meus pés
E torrenciais sobre a cabeça
Carrego a graça em meu coração
A imagem de Nossa Senhora da Conceição
Nos braços a tralha dos pertences
Coisas meras, de pouca importância
Mas carrego junto a mim,
Pois são cacos de lembranças
Vagueando entre espaços
De tempos e distâncias
Uma viola de cordas e magias
Tocando e chamando a atenção
Para trovas de alegria
No calcanhar de minha vida
Rachado em agonia
Em poeiras levantadas!
Penetrando as sandálias
Perna esgueira, mas fortes sustentando este corpo
Pés carcomidos, andantes pelo mundo afora
De palavras e experiências
Já fiz mais do que imaginam
Na vida de andarilho esculachado
Atravessei o Brasil de lado a lado
Ludiro
14/04/2006


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Senhora

A doce senhora
Do vestido azul
Chinelo cor de rosa
No rosto um sorriso
Com jeito encantador
Com poucas palavras
"Bon soir" já conquistou
Uma simples amizade
Daquele que a cercou
Lenço na mão
Na pele a cor
Simpatia e muito amor
A doce senhora
Precisava de ajuda
Mas, um homem, ela ajudou
Vida de flores
Quantos amores conquistou
Com muita doçura
Com muita prosa
A doce senhora
Do vestido azul
Chinelo cor de rosa!
Ludiro
14/03/2006



segunda-feira, dezembro 06, 2010

Poetic Light


On the very obscure of nights
A wave of light in the darkness
In the middle of the forest
Zig-zag lighting their way
Towards black dusk
Throws light like a dancer
That in her first steps
Trys to delight
All those that fall in love
What is surprising
The green light hypnotizes
On a moonless night
Looks like a ballerina
So beautiful and light
Fairy of the flowers at night
Illuminated in their magic
Made the night dead and empty
Happiness like the blink of an eye
It was just a firefly
With its poetic light
Free to fly!

^^Ludiro^^

quinta-feira, outubro 21, 2010

Poesia vivida

Poesia vivida

Meus dedos entisicaram
O lápis escondeu-se,
A caneta sumiu, e
O papel encolheu!
A minha mão...
Até então;
nada mais escreveu
por felicidade talvez
ou simples desdenha das palavras
Nada mais escrevi.
Enfim...
Ao invés de escrevê-las
As vivi!
-- Ludiro
21/10/2010

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Escrever?!

Escrever?!

Escrever...
As vezes parecer ser meu forte--
no entanto, fraquejo!
Estranho falar assim,
falar de mim.
POESIA - minh'alma...
Verte em lábios e
egoistamente
não verte no papel!
Amo-te amiga minha POESIA
Minha felicidade é mais alta,
e você escondeu-se, mas não de mim!
Por que você está ao meu lado feito o SOL...
Difícil escrever? Claro que não!
Quero viver-te a cada instante!
Ludiro
18/12/2008

domingo, novembro 30, 2008

Um tantão assim...

Um tantão assim...

Em tanto
num tanto
entretanto
que entanto
não sei o quanto
por tanto
não vou medir
não tenho o tanto
por tanto
e por enquanto
é imenso em um tanto
amanhã, no entanto,
entendo entretanto
será mais um bom tanto!!

sexta-feira, setembro 05, 2008

Brancura em telas coloridas

Brancura em telas coloridas

Telas brancas
e painéis vazios,
acompanham minha memória
de tudo que partiu...
O pincel ressecado,
a tinta velha
um quadro sobre posto
com pinceladas sem gosto
que acabam por chamar a atenção,
apenas pinceladas sem pensamento--
o abstrato dos olhos
enviado para as minhas mãos!
Tintas, tintas, tintas...
Tragam-me a imaginação
e por traços e mais traços
descobri uma nobre produção
assino em baixo e quem quiser...
Aguarde o leilão
Uma obra prima
do poeta reprimido
de grande coração!
-- Ludiro

domingo, julho 20, 2008

Preciso de ti...Ó POESIA!


Preciso de ti...Ó POESIA!

Preciso de ti...
Para completar-me!
Podes elevar-me.
Poderoso amor...
Por certo, vem do céu!
Pois creio no divino.
Por dentro estou completo,
Por fora tua ausência!
Pés,
procurando descanso.
Pensamento, único e exclusivo!
Prêmio? Tu és!
Preciso de ti...

-- Ludiro

domingo, junho 29, 2008

Tendência

Tendência

Tendência
Quebrados seres humanos,
cheios de tendências,
pura vaidade...
Necessidade do homem?
Desejos, desejos e desejos.
A inveja,
é a forma torturadada admiração,
e as tendências...
O desejo causado pela admiração!
Que mundo...
Mundo muito bom!
Se não fosse assim...
Mundo insosso e sem graça seria!
O bom é o fashion!
A moda!
A TENTENDÊCIA humana
do desenvolvimento!

-- Poeta Ludiro

quarta-feira, abril 30, 2008

Meus Pés

Meus pés

Na sublime caminhada
a carcomer meus pés já calejados,
com poeiras expandidas
pela dor de um passado,
veio à tona pós a alegria
um sabor ultrajado
pelas vitórias combatidas
só me lembro dos arruinados.
Falta leite, há carência de pão
na palavras distribuídas
morrem sem palavras do irmão,
apertado triste chora,
um coração desobrigado,
por ver um desabrigado
farroupilho maltratado,
Lázaro moribundo,
porém sem pecado.
Falecido, e jaz em seu reino
por acreditar no santificado,
mas nós ignorantes,
nos passos errantes,
cairemos no buraco!!!
Chora e despenca
dos altares do meu corpo
batizando o meu rosto,
com as águas do rio de lágrimas,
que desce face abaixo...
Não sou de fazer grandes rimas,
mas hoje fui obrigado!!
Espero que compreendam
este triste pobre coitado!
Não posso nem reclamar
porque o justo
teve as mãos e os pés perfurados...
-- Ludiro

segunda-feira, março 10, 2008

Inversos


Inversos

Das várias surras
Que levei da vida
Poucas lágrimas arrancaram-me,
mas as poucas más palavras
que me atiraram,
rasgaram-me o peito!
-- Ludiro

sexta-feira, março 07, 2008

Melômano


Melômano

Quem me dera ser poeta!
Uma só poesia que fosse,
tornar-me-ia...
Resolveria o "X" de questão?
A questão seria um "X" senão...
Um número perfeito!
Algarismos que daria em--
um sete melômano!
Ou o emaranhado das cores
de nebulosos amores
numa chuva de verão.
Um sete de Damas...
Ou sete damas!
Melhor que pauladas.
Sete delas basta-me?
Uma cairia bem!
Ou seria muito?
Sete tonalidades teriam minha poesia!
Será este um arco...
De guerreiro que não tenho nome,
a poesia faz meu sobrenome!
Mas guerreiro de carne,
a esta que me consome!
Retiro minhas vestes!
Forte em pestes!?
Arranco a pele--
grito, retorço e saio gemendo...
O sangue escorrendo,
a poesia marcando o assoalho
em pegadas escarlates
dos meus pés descalços
nesta casa velha,
mansão abandonada.
Sim!
Acaso, a casa é a minha literatura?
Não! Ela é nossa!
As páginas lançadas ao vento
é minha pele desabrochada.
Forte? Que nada!!
Minhas palavras
não estão encadeiradas.
Caminham audazes e ferozes
enquanto eu...
eu morro por elas!

-- Ludiro

domingo, fevereiro 24, 2008

Haikai - Outono



Outono


Folhas cairam...
Chão coberto por elas.
Outono chegou!
-- Ludiro

sábado, fevereiro 23, 2008

Ojos

Ojos

Ojos...
Solo los mios y los tuyos,
quedanse intactos
mirandose um al outro.
El encanto y el brillo
¡tan fuerte cuanto
uma estrella em el cielo!
Ojos...
Como hadas más que aladas
se dan a volar y bailar
dentre la dirección de las
miradas cambiadas
de los dos apacionados.
Ojos...
Solo...
¡Ojos en los ojos!
-- Ludiro

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Contemplação

Contemplação

Acordei de um leve sono, sossegado, livre feito pena...
os olhos abriam em uma lentidão contemplado aos poucos a luz do dia que amanhecera.
O ar puro infiltrou-se em minhas narinas com o perfume da madrugada serena orvalhada...
Mexi uma das mãos, um dos pés e olhei em volta--
Humn, aaaaaaaaa...
Um bocejo em cumprimento ao novo raiar!
Entrou-me em relâmpago, uma veloz imagem alada o meu solitário despertar matinal.
Vislumbrado com tamanha luz áureo verde que chamiscava brilhos onde faziam uma trajetória do corpo incandescenteaté o solo...
Não seria aquele um vaga-lume perdido de outrora noite? Não, claro que não!
Não existia um guinhar para vaga-lume ser! Mas a pequenina luz lá estava!
Iluminava meu rosto, já sóbrio do sono, intermitentemente!
Intacto fiquei, assombrado, pois não queria assustar a tão nobre presença!
Então o ponto luminoso veio em minha direção, conquistando os vinte centímetros à minha frente.
Foi então o momento que observei que se tratava de uma pequenina fada;
qual presenteava-me o seu chumiscar colorido sobre meu peito enquanto olhava-me aos olhos.
Um olhar profundo, iluminava a alma e transbordou-me de paz e encanto!
Era tão linda, meiga e serena, uma suavidade infinita sua distinta imagem fenomenal...
Asas ágeis e hábil mantinham-na suspensa ao ar perante meus olhos...
Eu observava seus mínimos detalhes, trajes, diminuto e sensível corpo e lindos olhos verdes onde incandesciam o verdear de sua áurea luminosa!
Estava com uma mão sob o queixo, como se estivesse esperando-me acordar por completo, pareceu-me ter sido velado a noite inteira por tal suprema luz de uma Fada, uma Fada de verdade!!!
Quando ela percebeu o meu reconhecimento, soltou deliciosamente um longo e meigo "Bom Dia Amor!! Sou sua Fada Princesa Deangel!
Assim o fez, zigue-zagueou em minha presença, beijou-me o corpo todo com suas milhares de centelhas coloridas feito brilho, fez um gesto de partida, não de abandono, e foi rumo ao horizonte raiado do sol que apontava!
-- Bom Dia minha Fada Deangel, meu amor!
Ecoava no céu meu bom dia cheio de felicidade!
-- Ludiro

domingo, janeiro 13, 2008

Festa dos insetos

Festa dos insetos

Enquanto as fadas bailam
os vaga-lumes piscam,
assim fazem da noite
uma fabulosa apresentação.
Enquanto as fadas bailam,
os vaga-lumes piscam...
todos os insetos aplaudem!!
-- Ludiro

sábado, janeiro 12, 2008

Amor...


Amor...

Em cada sorriso jovem
-- vejo teu eterno rosto límpido a contemplar-me
vejo olhos verdes apetecendo-me [Cris]talizados...
Tum! Tum! Tum!...
Repique cardíaco alucinado,
inebriado e embriagado
num entorpecente alucinógeno amoroso.
Perco passos, compassos e a visão constate!
Onde Andar?
Nem mesmo nas noites sem sono--
Encontro-me!
Amor...
Como podes mergulhar em minha corrente sanguínea?
Deturpar minha lucidez corrompida?
Ah! quero viver embriagado...
Drogado e viciado.
Morrer em fim, se por fim de amor!
Estás presentes em tudo e em todo lugar...
Nos sonhos das noites mal dormidas,
nos pensamentos da insônias de madrugadas adentro,
nas esquinas que passaram, nas calçadas,
nos perfumes, no meu lençol...
Na verdade, profundamente, no meu corpo--
Em todo meu ser, tu estás!
Enlaçaste-me em espectros braçais
dos quais não quero me soltar...
O músculo doe numa dor prazerosa
no sentir-te, do ouvir em gotejadas,
sibiladas palavras de dizer-me que me amas!
Eu por vez, te amo e entrego-me ao teu colo...
Quero chorar e encher tua taça de amor
com as lágrimas das minhas entranhas
a ti ofertadas em holocausto!
Pois queimo, ardo em chamas por ti amada minha!
Amor...
Pareço que morro,
mas cada dia o amor ressuscitar-me com vigor.
É você a quem vejo em primeiro ao amanhecer
e és a última que absorvo ao adormecer!
Tu és plena e única
és meu AMOR!!
-- Ludiro

quarta-feira, dezembro 19, 2007

[A]mando em flor

[A]mando em flor

Não é a flor da vida,
a da juventude,
nem da idade...
Sou criança
cheio de sede e...
repleto de vontade!
A nebulosidade em minha retina
desfez-se em harmonia,
e girassóis de um rosto
belo feito o dia
surgiu após falso luar.
A espera doida,
o grito de socorro
atravessado na garganta.
Quase morro,
mas a fada que me encanta,
em vermelho escarlate,
vem e espanta!
Ah! Quanta audácia
para com um pó de poesia
levantado pela tristeza
e contemplo a fantasia!
Amor bate em meu rosto,
feito pedra preciosa...
Esmeralda
e flores de tulipa,
minha infância que acolhes
nos teus seios. Oh! Poesia...
Amado entrego-me
feito por do sol ao mar,
e as nuvens pelas montanhas,
num bucolismo sem par!
O perfume ao jasmim,
a beleza entregue ao lírio!
A amar-te em amar,
e seus cabelos em vestes
raios solares,
ultrajes
a perfumar
minh’alma
que anseia tua voz.
Um calor em meu ouvido,
uma chama no coração!
-- Ludiro

domingo, junho 24, 2007

A garrafa do medo / O comprimido do tédio

A garrafa do medo / O comprimido do tédio

Translúcida, opaca, transparente...
Pouco importa, quanto se está "doente"
Conteúdo amarelo OURO, "ourina" a verdadeira urina--
mata - fede - defeca e extermina a vontade de ser...
Quanto uma "puta" de uma mulher menina, crê em saber o que fazer,
lá dentro de um submarino mandando torpedo e ameaçando matar e "fuder"
com quem nada tem a ver sentindo-se a tal no poder, pobre anjo/podre capeta!!!!
Fez o que não pode com suas más intencionada atravidas no controle remoto "celular"...
Em mim, fétidas palavras, vomitadas em licor de chocolate qual comia e bebia em wisquey!
na mistura marrom inerte espalhante ao solo mal visto
em olhos dissecados de um semi-morto das palavras sem vida!
carreguem-me, entre braços e abraços para fora des te mundo, lancem-me feito indijente,
um Mozarth da atualidade enrrolado em trapos à beira rio, isso passava em minha podre cabeça.
O escangalho desta carne destruída em ruínas das calúnias e feridas sofridas
numa noite de angústias e mais três de tormentas...
Noites de cacos, televisores estourados, computadores desmiuçados
à ferro em fera na barra da garra do mostro dominado não desapareciam em minha face triste
perambulante em procura de um fada simples e mágica num mundo irreal!
furem-me as veias, mostrem-me o meu sangue, rasgem-me tecidos e músculos,
este barrento do solo brasileiro do qual muito rastejei,
o pouco que vi sumiu e reapareci entre os "renascidos do inferno"...
Caras esborrachadas, sangue vertente, correntes com ganchos no teto..
Gritos, vai "doerrr", segure, um verme penetra em minha narina, ocupando meu nariz, garganta e esôfago!!
Tento engolir a saliva com fraqueza e sinto-a forte e agressiva dentro da minha traquéia desfalecida!
A flatulência força-me o esfíncter, sem mais força libero-o e entre gases, sinto algo mais...
Um líquido escorre e minhas fracas e mais tristes e envergonhadas ficam!
Um morto-vivo, defecado, fedido com suas impotentes entranhas poéticas expostas sobre ânus, nádegas, cuecas e cochas! Partes íntimas lágrimas escondidas!
Um ser ridículos me senti nesta hora, antes ter recebido a morte que a vergonha de si mesmo cagado sobre a cama de um leito do SUS com características de hospital da Crux Vermelha no Haiti em tempo de MINUSTAH. - Serei eu apenas um ênos? Um passável? Ou alguém a mais par borra-se e contar a uma terapeuta?
Um maldito predestinado, destinado ou destilado!
Sou nada, escrevo e que sinto
fotografo o que toca-me e morro quando matam-me!
Agora, estou morto, sinto-me morto, aguardo a minha ressurreição psicológica!
Minha vida recomeçar do nada! Paguei!? Estou no escuro!...
Que as palavras sejão sim sim e não não...

Poeta Ludiro
*poesia gótica

sábado, maio 26, 2007

Música


Música

Não ouço mais
as músicas do seus lábios.
O doce sussurrar...
Lentamente em meu ouvido,
onde a respiração
faz-me arrepiar.
Será a distância?
Ou o desejo ardente
De querer ouvi-la?
Uso a imaginação...
Mas sinto a falta
desta melodia,
que altiva minh’alma
no doce e suave
ouvir-te
pronunciar
lentamente
TE AMO!!!
-- Ludiro