segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Volúpia

Volúpia

Chego num calor febril
feito fera no cio.
As garras preparadas,
envolto no perfume do amor!
Na boca o fluxo de néctar,
eloqüente sedução ao ouvido...
Palavras enlouquecedoras,
Mãos trêmulas e enlouquecidas,
pêlos erigidos...
As bocas selam-se uma na outra
como o encontro de dois rios de águas doces!
Gemidos, suor, saliva, corpos cálidos...
Um deleite açucarado!
A pele quente e arrepiada, olhos brilhantes de prazer--
Pernas e braços entrelaçados num emaranhado,
rostos acariciados e cabelos puxados.
Respiração ofegante, aspirações realizadas.
Pulso acelerado, dois em um...
Jorra a seiva em uma única silhueta
de dois seres amantes!
carnes tremulas, almas elevadas...
Amor e desejo eternizado!
Abraços, aconchego e ternura.
No descanso da volúpia...
É assim o nosso amor!!
-- Cristiane de Ângelo & Ludiro

2 comentários:

andré disse...

teus poemas são densos, neste tive a sensaçãode cinema, sabe aqueles cortes rápidos de imagem? erótico tb, abraços.

Cris disse...

Uma poesia encantadora, verdadeira e excitante! Quem dera se todos pudessem sentir algo assim tão intenso e permanente! Digo permanente porque ao ler esse poema tive a sensação de que algo tão poderoso ñ pode ser apenas paixão(de passar) é algo que marca pra sempre! bjs parabéns!